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Mais segurança

2 de setembro: Dia Nacional de Luta pelo Direito à Vida!

Em 2014, já foram registradas seis mortes em instalações da Petrobrás

26 de agosto de 2014 às 12:58

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Foto: Arquivo

Protestar contra a crescente insegurança em instalações da Petrobrás. Este é o grande objetivo da paralisação nacional agendada pela Federação Única dos Petroleiros – FUP – para a próxima terça-feira, 2 de setembro. O movimento retoma os protestos pela morte do operador, Antonio Rafael Santana, vítima de explosão ocorrida próxima ao sistema de tocha da Refinaria de Manaus (Reman), no último dia 16 de agosto. Rafael teve 75% do corpo queimado e devido à gravidade do estado em que se encontrava, não pode ser transferido para o Hospital da Força Aérea no Rio de Janeiro, vindo a falecer no último dia 20.

Segundo informações da FUP, somente no mês em curso já foram registrados seis acidentes em unidades da Petrobrás. Além do sinistro na Reman, a Federação relata quatro acidentes na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e um na Refinaria Presidente Bernardes (RBPC), resultando em queimaduras, cortes e outros tipos de ferimentos em trabalhadores. Em 2014, já foram registradas seis mortes em acidentes de trabalho na Companhia: três em unidades de refino e outras três em E&P.

Coincidentemente, no dia do acidente que vitimou Antonio Rafael, na Reman, os petroleiros presentes ao XVI Congresso Nacional da FUP, realizado em Natal, promoveram um ato solene para assinalar a passagem dos 30 anos do acidente na Plataforma de Enchova, na Bacia de Campos, que matou 37 petroleiros, em 16 de agosto de 1984. Nas duas últimas décadas, 335 petroleiros morreram vítimas da insegurança.


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