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70% das sondas da Petrobrás serão montadas em estaleiros 'empacados'

09 de abril de 2012 às 10:39

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, reclama que os estaleiros brasileiros lhe têm tirado o sono. Os números das encomendas deixam claro o motivo: até 70% das sondas que a companhia contratou no País para explorar o pré-sal serão montados em estaleiros que ainda não existem ou que atravessam graves problemas de atrasos e gestão. Além disso, aqueles em operação já estão assoberbados com encomendas. Um atraso na entrega das sondas significaria retardar a transformação das reservas do pré-sal em caixa para a companhia. Os próprios estaleiros estão pessimistas com as primeiras sondas, que têm entrega prevista para 2015.  A Petrobrás contratou 33 sondas para serem construídas no Brasil e está em fase avançada de negociação para outras duas. Custarão ao todo cerca de USD 28 bilhões para serem montadas. Nunca uma sonda dessas foi fabricada no País.

Considerando-se um total de 35 sondas, a maior parte (entre 24 e 25) está prevista para estaleiros que ainda estão sendo erguidos - apelidados de virtuais - ou no Atlântico Sul (PE), que registra atrasos nas encomendas e problemas de gestão. Até agora, apenas nove contratos foram efetivamente firmados. A princípio, as sondas devem ficar distribuídas entre Keppel Fels (estaleiro já operacional, 6 sondas); Atlântico Sul (operacional, mas com atrasos, 7 sondas); Enseada Paraguaçu (virtual, 6 sondas); Jurong Aracruz (virtual, 6 sondas); Rio Grande (operacional, 3 sondas); Eisa Alagoas (virtual, de 3 a 4 sondas) e Mauá (operacional, 1 ou 2 sondas). As duas sondas extras estão sendo negociadas com a OSX (virtual). Graça vem repetindo que não trabalha com cenário de atraso e que ficará em cima dos estaleiros para garantir os prazos.

Fonte: NN

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