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Campanha Reivindicatória

Base-34 rejeita proposta salarial da Petrobrás por unanimidade

No Rio Grande do Norte, as sessões deliberativas encerram-se nesta quinta-feira, 18

18 de setembro de 2014 às 16:10

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Foto: Deivson Mendes

Petroleiros e petroleiras da Base-34 rejeitaram, por unanimidade, a proposta salarial 2014/2015 apresentada pela Petrobrás. A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira, 18, na sede administrativa da Empresa, em Mossoró. A categoria levou em consideração que o ganho real proposto, entre 0,79% e 1%, está muito distante do índice pleiteado (5,5%) e também da média dos aumentos concedidos nas últimas campanhas reivindicatórias.

Embora a negociação deste ano trate de cláusulas econômicas, a FUP e os sindicatos entendem que não há impedimento para que seja cobrada a implementação de direitos já acordados. É o caso da extensão dos níveis conquistados pelos trabalhadores da Ativa, nos Acordos Coletivos de 2005, 2006 e 2007, a todos os assistidos pelo Plano Petros. O compromisso está previsto no ACT em vigor, mas o pagamento vem sendo protelado pela Companhia.

Ainda com relação à garantia de conquistas, o secretário-geral do SINDIPETRO-RN, Márcio dias, destacou que é preciso cobrar o funcionamento exemplar do Fundo Garantidor, que objetiva assegurar a cobertura de direitos de trabalhadores terceirizados, e do novo modelo do benefício-farmácia. Tal qual o pagamento dos níveis, essas duas reivindicações foram consagradas no último Acordo Coletivo, mas ainda apresentam deficiências.

Já, o coordenador-geral do Sindicato, José Araújo, lembrou que, mantida a tendência de rejeição da proposta, conforme indicativo do Conselho Deliberativo da FUP, uma nova rodada de negociação com a Petrobrás deverá acontecer no próximo dia 23 de setembro. No Rio Grande do Norte, as sessões deliberativas encerram-se nesta quinta-feira, com os trabalhadores da Termoaçu, e a categoria permanece atenta e mobilizada.

Ato - Após a assembleia, os trabalhadores realizaram um ato simbólico em defesa do Pré-sal e da Petrobrás. Em todo o Brasil, petroleiros têm se manifestado contra a onda de ataques à companhia e as propostas que visam alterar o modelo de exploração do pré-sal. 

 

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