AMS
Centralização exagerada prejudica serviços
Os problemas atingem principalmente a faixa mais antiga de trabalhadores, que tem maior necessidade dos serviços.
11 de junho de 2010 às 15:04
Os serviços prestados pela Assistência Multidisciplinar de Saúde - AMS, um benefício assegurado pelo Acordo Coletivo de Trabalho, e que objetiva oferecer assistência ambulatorial, hospitalar e odontológica às trabalhadoras e trabalhadores petroleiros, têm sido cada vez mais criticados pela categoria.
Os problemas começam com a não participação dos principais interessados - os beneficiários - na gestão do Plano. Opiniões, críticas e sugestões não encontram canais de expressão adequados e contam apenas com um frágil "Fale Conosco": um número de telefone que informa também estar apto a receber elogios.
A exagerada centralização da gestão contribui para distanciar a prestação de serviços das reais necessidades dos beneficiários. Uma autorização para a realização de exames mais complexos, assim como o credenciamento de profissionais, depende de acesso ao "compartilhado": uma espécie de Olimpo.
Os problemas atingem principalmente a faixa mais antiga de trabalhadores, que tem maior necessidade dos serviços. Recentemente, uma trabalhadora reclamou que o Plano não cobre mamografia digital para quem tem mais de 50 anos. Ora! O exame é necessário, sobretudo, para as mulheres que estão nesta faixa etária!