Pular para o menu
1307455973

Chávez diz que acordo para refinaria em PE depende do BNDES

07 de junho de 2011 às 11:12

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que depende principalmente do BNDES o prosseguimento do acordo entre a petroleira venezuelana PDVSA e a Petrobras para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

O tema se arrasta há meses e caso não apareça uma definição até meados de agosto, a Petrobras poderá tocar o projeto sozinha.

O presidente venezuelano, que está em viagem oficial ao Brasil, disse que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que está financiando boa parte do investimento necessário para a construção da unidade de refino, ainda não aceitou as garantias apresentadas pela PDVSA para a sua parte do crédito (a parte da Petrobras já está viabilizada).

"Não chegamos a um acordo definitivo de um detalhe que são as garantias, mas confiamos porque há um interesse comum", disse Chávez a jornalistas, em Brasília.

"Só falta um requisito, que é o BNDES aceitar as garantias que a Venezuela está oferecendo", acrescentou o presidente venezuelano, acrescentando que o restante do investimento necessário já está assegurado.

"O dinheiro temos, creio, que há mais de dois anos. Estamos esperando que nos digam: sim, aportem o dinheiro. Não depende da gente", disse.

Pelo acordo original, a PDVSA teria que arcar com 40% do total a ser investido na obra, orçada em aproximadamente R$ 26 bilhões.

Fruto de um acordo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez em 2005, a refinaria Abreu e Lima já está 35% construída e até o momento absorveu R$ 7 bilhões apenas do lado da Petrobras.

Pelo acordo, o projeto, quando concluído, deveria processar tanto petróleo brasileiro como venezuelano.

Acordo?

Mais cedo nesta segunda-feira o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência brasileira, Marco Aurélio Garcia, havia afirmado que os dois lados haviam chegado a um acordo para a manutenção da parceria.

"Ao que tudo indica, saiu um acordo e o prazo que a Petrobras estabeleceu até agosto (para formalizar) foi aceito pela PDVSA", disse Garcia.

"Vai haver uma reunião quinta ou sexta-feira entre Petrobras e PDVSA para acertar isso", afirmou o assessor a jornalistas em um dos momentos da visita de Chávez à presidente Dilma Rousseff. Ele não citou, no entanto, qualquer problema junto ao BNDES.

O crédito junto ao banco é de R$ 10 bilhões, e a parte da Venezuela seria equivalente a um financiamento de R$ 4 bilhões. É para essa linha que são necessárias as garantias.

Depois ela fará aportes referentes à sua fatia de 40% no volume adicional de investimento, de cerca de R$ 16 bilhões. Já não havia ninguém disponível para esclarecimentos do lado do BNDES na noite desta segunda-feira.

Fonte: Portal Terra

Compartilhar: