Os contratos futuros de petróleo recuam pela primeira nesta semana, após quatro altas seguidas, ao mercado tomar como sinal negativo o dado de redução da atividade industrial na China durante o mês de junho. O que evidencia que as medidas restritivas tomadas pelo banco central chinês continuam surtindo efeito. Os dados sobre a indústria de transformação dos EUA também ficaram no foco. O índice do Instituto para a Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) para a indústria de transformação dos EUA subiu de 53,5 em maio para 55,3 em junho. O resultado superou a mediana das projeções de analistas ouvidos pela Bloomberg, que era de queda para 52. Todo número acima de 50 indica expansão.
O índice de produção subiu de 54 em maio para 54,5 em junho. O de novas encomendas passou de 51 para 51,6 e o de encomendas para exportação recuou de 55 para 53,5. O índice de preços cedeu de 76,5 para 68, enquanto o de entregas passou de 55,7 para 56,3. Em Nova York, o barril do WTI para agosto caia US$ 0,86, para US$ 94,56, enquanto o contrato de setembro recuava US$ 0,84, para US$ 95,12. Em Londres, o Brent de agosto teve queda de US$ 1,73, para 110,75, enquanto o de setembro perdeu US$ 1,81, para US$ 110,60.
Outro indicador levado em consideração foi o de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Thomson Reuters e pela Universidade de Michigan, que caiu de 74,3 em maio para 71,5 ao fim de junho. A previsão de economistas era de queda para 72. O índice de expectativas recuou de 69,5 em maio para 64,8 em junho, enquanto o de condições econômicas atuais avançou de 81,9 para 82. A expectativa de inflação em um ano caiu de 4,1% para 3,8%.
O gasto com construção dos Estados Unidos, por sua vez, recuou 7,1% em maio, perante mesmo mês de 2010. Na passagem de abril para maio, houve queda de 0,6%, com ajuste sazonal. Durante os primeiros cinco meses deste ano, os gastos com construção somaram US$ 285,1 bilhões, com queda de 6,3% em relação aos US$ 304,4 bilhões apurados entre janeiro e maio de 2010.
O Globo Online