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Conteúdo local admite diversas interpretações, diz Abimaq

06 de julho de 2011 às 11:23

Um dos temas mais debatidos pelo setor petrolífero, a questão do Conteúdo Local terá mais um espaço de discussão aberto nesta quarta-feira (06/07), quando acontece, na sede da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Seminário Conteúdo Local no Setor de Petróleo & Gás. Apresentando a visão de diferentes atores do processo, a Abimaq pretende mostrar que o assunto admite diversas interpretações e, ao mesmo tempo, apresenta  prós e contras muitas vezes conflitantes.

De acordo com o Diretor de Petróleo, Gás, Bioenergia e Petroquímica da Abimaq, Alberto Machado Neto, tem sido comentado, no Brasil e no exterior, que para vender um bem de capital no país é necessário ter elevado conteúdo local. Por isso, o seminário servirá para que cada uma das principais partes envolvidas apresente sua visão e que os demais participantes possam tirar suas próprias conclusões ou mesmo defender seus pontos de vista na fase dos debates. "O conteúdo local é um excelente instrumento de medida e estímulo às compras no país", diz ele.

Para o diretor, no momento só existe a exigência legal de conteúdo local para os contratos de concessão de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural, não havendo instrumento vinculante para as demais atividades, como refino, transporte, distribuição, entre outras. "A Abimaq acredita que falta ao país uma Política Industrial que vincule a concessão de incentivos ao desenvolvimento da indústria e ao aumento de sua competitividade atrelados ao incremento do conteúdo local", explica Alberto, ressaltando que, quanto maior for o conteúdo local, maior será a geração de emprego e renda no país.

A Abimaq representa cerca de 4.500 empresas fabricantes de bens de capital mecânicos, dentre elas uma parte representativa fornece, direta ou indiretamente, máquinas e equipamentos para o setor de petróleo e gás. Além disso, a associação trabalha em parceria com a Petrobras no desenvolvimento de condições competitivas de preço, prazo e qualidade para otimizar o potencial da indústria brasileira. O seminário, que terá início às 13h30, contará com a apresentação de representantes do Ministério de Minas e Energiam ANP, SGS do Brasil, Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Statoil e Petrobras.

Fonte: NN

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