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Contrarreforma trabalhista e crise no setor petróleo provocam caos entre terceirizados

12 de dezembro de 2018 às 16:39

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Foto: Arquivo

A contrarreforma trabalhista e a retração de investimentos da Petrobrás nas atividades de exploração e produção de petróleo no Rio Grande do Norte estão provocando um verdadeiro caos nas relações de trabalho dos empregados terceirizados com suas respectivas empresas.

Entre os problemas mais recorrentes, destacam-se os atrasos no pagamento de salários e benefícios e a sonegação de encargos sociais e trabalhistas. Mas, isto, para quem ainda se encontra empregado, incrivelmente, está se tornando um “problema menor”.

A multiplicação de demissões e a contratação de novos empregados com salários inferiores vem se tornando uma prática comum entre as empresas e ameaça cada vez mais a estabilidade do trabalhador, tornando-se um instrumento de chantagem.

No porto de Guamaré, na manhã desta terça-feira, 12, local onde equipes embarcam para as plataformas marítimas do Estado, esse era o principal assunto debatido por trabalhadores da Elfe e diretores do Sindicato.

Num clima descrito como de “velório”, sem saber exatamente o porquê, os trabalhadores foram informados de que o embarque seria restrito a uma equipe de emergência. Somente na Elfe, que mantém vários contratos com a Petrobrás, 14 trabalhadores foram recentemente demitidos.

Na JPTE, haverá paralisação de atividades nesta quarta-feira, 13. Até o final da manhã de hoje, (terça-feira, 12), salários e vale refeição não haviam sido pagos. A empresa mantinha dois contratos com a Petrobrás.

Um acabou em agosto e a medição ficou retida, mas os empregados entraram na Justiça e a Petrobrás pagou. O segundo começou a dar problemas mas os empregados conseguiram receber após se reunirem com a Petrobrás.

A disposição dos empregados da JPTE é de se manterem paralisados até que sejam efetuados os pagamentos do salário, 13º e vale alimentação.

No Alto do Rodrigues, trabalhadores se queixam da sobrecarga de trabalho e do não oferecimento de condições minimamente adequadas ao desempenho de suas atribuições. É o caso, por exemplo, dos operadores de inspeção que estão responsáveis por diversas estações ao mesmo tempo.

Naquela área, essa situação já provocou um acidente ambiental, com derramamento de óleo, e o risco de ocorrência de novos sinistros não está afastado.

Diante do quadro, a Diretoria do Sindicato estuda a realização de um Dia Estadual de Luta do Setor Privado como forma de denunciar a precarização das relações de trabalho e chamar a atenção da sociedade e das autoridades para os problemas enfrentados por esses trabalhadores.

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