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UNIDADE DE CLASSE

CTB realiza visita oficial à sede da Federação Social Mundial, na Grécia

Após o encontro, novas possibilidades políticas e organizacionais entre CTB e FSM se apresentam

14 de fevereiro de 2014 às 15:14

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Foto: Arquivo

A delegação brasileira da CTB foi recebida em Encontro oficial na sede da Federação Sindical Mundial (FSM), em Atenas (Grécia), na última terça-feira, 11. A delegação, composta pelos novos dirigentes da Central, o presidente, Adilson Araújo, e o secretário de relações internacionais, Divanilton Pereira, juntamente com o vice-presidente da FSM, João Batista Lemos, foi recebida pelo Secretário-Geral da Federação, George Mavrikos, pelo adjunto Valentin Pacho, e pelo representante da União Geral dos Trabalhadores da Palestina, Mohammed Iqnaibi. .

Em sua abordagem, abrindo o encontro, Mavrikos saudou a CTB, destacando seu crescente papel no difícil quadro político internacional, particularmente, pelos nefastos efeitos da crise capitalista à classe trabalhadora. O representante da FSM parabenizou a ascendência da central brasileira pela sua convicção em torno da Federação e pela sua atuação política que já extrapola a região latino-americana.

A FSM

Mavrikos resgatou, ainda, a trajetória da FSM e frisou o período desafiador nos anos 1990 e que já a partir da década seguinte a entidade ascendia em sua representação e atuação política. Hoje, com 86 milhões entre trabalhadores e trabalhadoras em sua base de filiação sindical de 126 países, garante presença em todos os continentes do mundo. O dirigente reforçou a estratégia política anti-imperialista, anticapitalista, classista, socialista e de massas adotada pela FSM. 

Desafios, organicidade e plano de ação

O secretário-geral destacou aspectos organizacionais importantes, particularmente, em relação às UIS (União Internacional de Sindicatos), pois as considera como meios de estabelecer ações e interações com os ramos e os locais de trabalho. Nesse particular registrou o papel estratégico que a CTB tem em ter assumido o comando da UIS Metal por meio do brasileiro Francisco Sousa. Deposita muitas expectativas em torno dessa nova direção. Nessa oportunidade registrou-se com pesar a perda do ex-secretário geral dessa UIS,  Igor Urrutikoetxea



George Mavrikos também chamou a atenção para a importância de solidificar as oficinas regionais e sub-regionais da FSM e que a CTB, que já exerce grande papel no Brasil, deve ampliar sua contribuição às outras regiões. Nessa direção, convidou a central classista brasileira a integrar-se em agendas intercontinentais. Ele frisou que será possível efetivar melhor essa participação a partir do plano de ação que a reunião do Conselho Presidencial aprovará para os anos 2014-2015.


Compromisso da CTB

O presidente nacional da CTB e coordenador da delegação cetebista, Adilson Araújo, iniciou sua abordagem ratificando a complexa conjuntura internacional e os efeitos da crise no Brasil, principalmente sobre o nível do crescimento econômico brasileiro e as dificuldades em alcançar uma pauta trabalhista mais avançada.

Resgatou o rápido e influente protagonismo da jovem CTB, que em tão pouco tempo de vida - seis anos – se destaca por ser a central que mais cresce em seu país. Sua plataforma política classista, anti-neoliberal, plural composição e tática assentada na unidade de ação entre as demais centrais, são traços que justificam essa trajetória.

Mais uma vez, assumiu, em nome da CTB, compromissos para contribuir com o fortalecimento da FSM em nível nacional e internacional, e que fará todos os esforços políticos e organizacionais, sobretudo, a partir da FSM Cone Sul e da UIS Metal, para o êxito dos objetivos libertários da classe trabalhadora difundidos pela FSM e pela CTB.


Considerou o encontro como um acúmulo político histórico na relação entre a CTB e a FSM e nessa direção convidou o secretário-geral George Mavrikos a se fazer presente no dia nacional de luta das centrais sindicais no Brasil dia 9 de abril e participar da reunião da direção nacional da CTB nesse mesmo período.

Ao final agradeceu, em nome da delegação brasileira, o convite e a gentileza como foram recebidos em Atenas.


Por uma estratégia classista

Complementando a presidência, o dirigente da CTB e vice-presidente da FSM, João Batista Lemos, destacou os aspectos estratégicos que as duas entidades classistas podem exercer na América Latina e Caribe e que, para isso, se faz necessário aprofundar essa discussão o quanto antes. Além disso, comentou o papel que o Encontro Sindical Nossa América (ESNA) pode contribuir nessa direção e convidou a FSM a se fazer presente no seu 6º encontro que ocorrerá nos dias 3 e 4 de maio, em Cuba.

Já o secretário de relações internacionais da CTB e coordenador da FSM para o Cone Sul, Divanilton Pereira, entregou para o Secretário-Geral da FSM uma proposta de cooperação entre a CTB, o Centro de Estudos Sindicais (CES), a Federação Mundial e suas entidades filiadas. O projeto objetiva desenvolver estudos e investigações sobre a realidade política, econômica, social e sindical de algumas regiões do mundo. Além disso, apresentou o plano de ação 2014 para o Cone Sul, elaborado em outubro do ano passado, no Uruguai.

Finalizando o encontro, o secretário-geral da FSM considerou a reunião produtiva, pois temas estratégicos foram abordados e que a partir de então, deve-se estabelecer outras com maior regularidade. 

E, considerando a realidade sindical internacional contemporânea, afirmou “Em que pese algumas diferenças e circunstâncias políticas e sindicais existentes em algumas regiões, o lema da FSM é unificar todos, pois defendemos um sindicalismo aberto e de massas. Não somos um partido político”. 

Todos os presentes concordaram que, após o encontro, novas possibilidades políticas e organizacionais entre a CTB a FSM foram descortinadas.


De Atenas, Grécia

Divanilton Pereira, Secretário de Relações Internacionais da CTB 

 

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