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SENTIMENTO DE CLASSE

Dirigentes da CTB se solidarizam com sindicalistas gregos

País conta com uma taxa média de desemprego de 28% e de 60% entre a juventude

14 de fevereiro de 2014 às 14:32

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Foto: Arquivo

 

Em visita à Atenas, capital grega, por ocasião do Encontro com a PAME (sigla em grego que representa a Frente Militante de Todos os Trabalhadores da Grécia), a delegação da CTB se solidarizou com a classe trabalhadora daquele País. O evento aconteceu na última quinta-feira, 13. Com uma delicada situação política, econômica e social, a Grécia, segundo representantes da Pame, conta com uma taxa de desemprego de 28% - na juventude é de 60% -, chegando a demitir mil trabalhadores por dia. Nessa estatística não constam os trabalhos temporários.

Em sua abordagem inaugural, o secretário-geral da entidade grega, George Perros, saudou a presença da CTB em sua sede, um histórico prédio no centro da cidade, e lamentou a monopolização por seis empresários da economia do país europeu. Ele destacou que a condução de um governo socialdemocrata e liberal continua aprofundando as medidas contra seu povo. Demissões, redução de pensões, privatizações (energia e água), redução do salário mínimo do país – de 751 euros para 560 – são medidas que transferem o ônus da crise para ombros do povo.

George Perros frisou, ainda, que nos dias 18 e 25 de maio ocorrerão as eleições do parlamento e do poder municipal, nas quais alguns sindicalistas do PAME disputarão mandatos legislativos. “Nesse contexto, não cabe conciliação, nem omissão, a Pame continuará denunciando o capitalismo e resistindo contra sua mais recente ofensiva contra a classe trabalhadora”, encerrou o dirigente.

Já o presidente da CTB, Adilson Araújo, em seu discurso, prestou toda a solidariedade da Central à classe trabalhadora grega. Ele sustentou que os efeitos da crise capitalista têm atingido todo o mundo, mas não com a mesma intensidade, citando como exemplos alguns países da América Latina, dentre eles o Brasil, onde a CTB luta por uma nova arrancada pelo desenvolvimento e a valorização do trabalho.

Adilson colocou a central brasileira à disposição para desenvolver intercâmbios e cooperações que visem a defesa dos trabalhadores, bem como um projeto internacional voltado para a formação política e ideológica dos militantes do movimento sindical e social numa perspectiva socialista.

Já o dirigente cetebista e vice-presidente da FSM, João Batista Lemos, reforçou os laços ideológicos entre as duas organizações sindicais. Ele se disse impressionado com a capacidade da PAME liderar campanhas de solidariedade entre os trabalhadores, ainda que passando por situação de profunda dificuldade. Na entrada do prédio havia inúmeras cestas básicas recolhidas dos trabalhadores de grandes empresas para serem distribuídas as vítimas de um furacão. “Isso é uma lição para todos nós”, frisou Batista.

Coube ao secretário de Relações Internacionais, Divanilton Pereira, encerrando o encontro, resgatar os compromissos históricos e atuais entre as entidades. Ele lembrou que a América Latina passou por situações difíceis há poucas décadas e, com a resistência da classe trabalhadora, acumulou forças e produziu mais recentemente novos horizontes para seus povos. Anunciou ao final, que levará proposta à direção da CTB para que esta realize uma campanha de solidariedade entre a sua base de representação sindical, em apoio aos trabalhadores e trabalhadoras da Grécia.

Também marcaram presença no Encontro, o secretário de Relações Internacionais da PAME, George Pontikos e sua assessora, Rodoula Sigula.

Significado e origem – A PAME é um movimento político-sindical do país constituído há 15 anos. Filiado à Federação Sindical Mundial (FSM), conta com uma representação de 900 mil sindicados. Nela, integram-se as correntes de opiniões sindicais mais consequentes e combativas da Grécia. E que, sobretudo, a partir da crise capitalista, vem liderando a resistência contra os ataques brutais aos direitos sociais e laborais dos trabalhadores. Desde 2010 já lideraram trinta greves gerais no país, envolvendo diversas federações e sindicatos de base, principalmente do setor privado.

 

De Atenas, Grécia
Divanilton Pereira, Secretário de Relações Internacionais da CTB

*Colaborou a Redação

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