Pular para o menu
1308663581

Empregados da BR decidem na terça sobre suspensão da greve

21 de junho de 2011 às 10:39

Os empregados da BR Distribuidora vão realizar assembleia na manhã de terça-feira para votar proposta feita pelo Mistério Público de suspender a greve de 72 horas anunciada pela categoria para começar nesta segunda-feira.

De acordo com a diretora jurídica do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo do Estado do Rio de Janeiro (Sitramico), Ligia Deslandes, o Ministério Público sugeriu que a reivindicação fosse anexada à pauta que será apresentada em julho à companhia sobre o dissídio salarial de setembro.

"Como está perto da data-base (setembro) o Ministério Público sugeriu que a gente colocasse na pauta de reivindicações, que vamos entregar em julho", informou a diretora à Reuters, após reunião no Ministério Público com a BR Distribuidora. "Para nós foi interessante, porque assim o Ministério Público fará a mediação lá na frente também".

De acordo com a assessoria da BR Distribuira, o Ministério Público considerou que o assunto deve ser tratado na data-base e que a greve deve ser interrompida às 6h da terça-feira.

Segundo a advogada, pelo acordo proposto pelo MP, a BR Distribuidora se comprometeria a avaliar a reivindicação, que consiste no reconhecimento de uma antiga luta dos trabalhadores referente ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS).

Em 2001, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a Petrobras comprou os direitos do ATS da maioria dos empregados da Petrobras. Em 2005, no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ATS voltou para todos os empregados com exceção dos que já tinham vendido o benefício em 2001, o que é contestado pelos sindicalistas.

O impasse se estende desde as negociações salariais de 2009, quando uma comissão sobre ATS foi criada no sindicato.

Apesar de não ter efeito prático, já que não afetou o abastecimento de combustíveis do Estado, a greve obrigou a BR Distribuidora, braço de distribuição de combustíveis da Petrobras, a recorrer à Justiça para evitar o desabastecimento.

"Eles entraram com duas ações de interdito proibitório para evitar a categoria de fazer greve", informou a diretora. Com o interdito proibitório, os grevistas não podem impedir a entrada de outros empregados nas unidades da empresa, no caso, o Terminal Duque de Caxias, onde ficou concentrado o movimento desta manhã.

Fonte: Terra

Compartilhar: