Entidade de Direitos Humanos sugere que Brasil siga modelo argentino
31 de janeiro de 2011 às 16:38
Antes da chegada da presidente Dilma Rousseff à Casa Rosada, sede do governo argentino, a líder da organização de direitos humanos Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, recomendou ao governo brasileiro que se inspire no exemplo argentino de punição aos responsáveis por torturas e crimes contra a humanidade praticados na última ditadura militar (1976-1983).
“Toda essa memória que temos em comum pode plasmar-se em estratégias para essa nova gestão”, disse Carlotto a jornalistas brasileiros, ao chegar para audiência que terá com Dilma, no palácio presidencial.
Será o primeiro encontro oficial entre um chefe de Estado brasileiro e organizações de direitos humanos da Argentina, que incluem também a Associação das Mães da Praça de Maio.
Ela agradeceu ao Brasil por ter "aberto os braços" e "recebido exilados", e chamou Dilma de "mulher forte e muito querida".
"A questão brasileira talvez não abarque o sequestro sistemático de bebês, mas a busca de vítimas", afirmou Carlotto, antes de entrar na reunião.
Valor