14 de abril de 2011, 10:28Santiago do Chile, 14 abr (Prensa Latina) Milhares de estudantes da Universidade Central do Chile protagonizam ações de protesto nesta capital contra a venda de 50 por cento dessa casa de estudos a uma empresa privada. As federações estudantis da referida instituição chamaram a manter a greve docente que iniciaram na semana anterior, paralelamente às marchas pelas ruas de Santiago, em rejeição ao que qualificam como um típico ato de busca do lucro em detrimento do interesse educacional. O Chile precisa de uma revolução na educação, afirmou o presidente da Federação de Estudantes da Universidade Central, Adrián Prieto, que acrescentou que os alunos da Universidade Central querem continuar pertencendo a uma instância pluralista, laica e independente. O líder juvenil denunciou também a demissão de mais de 100 professores por estes oporem-se à citada venda de ações à Empresa de Investimentos Norte Sul. Enquanto isso, ex-presidentes de federações de estudantes e egressos de faculdades da Universidade Central emitiram uma declaração de apoio aos alunos da referida instituição e pediram ao ministro de Educação do Chile, Joaquín Lavín, que encaminhe a solução do conflito em um prazo não maior de 30 dias. De igual modo, expressaram sua solidariedade com a ação de protesto os estudantes de outras instituições como Universidade do Chile, Universidade de Santiago, Universidade Diego Portales e a Academia de Humanismo Cristão. O Governo chileno deve intervir e assegurar que se preservem os interesses acadêmicos das universidades e se ponha fim ao lucro na educação, destacou Camila Vallejo, presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile. Como é possível que um Estado que fala de uma revolução no setor educacional não seja capaz de defender os direitos dos 12 mil estudantes da Universidade Central, se perguntou por sua vez o também líder universitário Camilo Ballesteros. Em declarações à imprensa local, Aldo Flores, vice-presidente da Federação de Estudantes da Universidade Central, manifestou que as mobilizações e a greve vão continuar. "Os estudantes estamos convencidos que o caminho das mobilizações é o correto", afirmou. |