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Estudos avaliam impactos ambientais da indústria petrolífera

28 de junho de 2011 às 11:37

Em uma indústria que está constantemente sujeita à acidentes e riscos de contaminação da natureza, é imprescindível o cuidado com o meio ambiente. Esse é o caso do setor petrolífero, cujas atividades lidam, rotineiramente, com substâncias potencialmente poluidoras e danosas. Por isso, existem empresas especializadas em realizar ensaios com o objetivo de avaliar os impactos de agentes tóxicos sobre determinados organismos.

Empresas como a Labtox - Laboratório de Análises Ambientais – executam esse trabalho para grandes companhias do setor de Óleo & Gás, como Petrobras, Shell e Statoil. “Para a indústria do petróleo, estes ensaios auxiliam a monitorar a toxicidade e os efeitos que os produtos químicos e fluidos de perfuração – utilizados durante a perfuração dos poços – podem causar no ambiente marinho”, diz a bióloga e diretora do Labtox Maria Cristina Maurat.

Segundo ela, os organismos são testados em condições controladas de laboratório, para o acompanhamento da qualidade dos efluentes industriais e avaliação da eficácia dos processos de tratamento. “Os ensaios ecotoxicológicos estão entre as exigências para aprovação do uso e descarte de fluidos de perfuração de base aquosa e não aquosa, para a aprovação de produtos químicos e lançamento de efluentes”, explica Maria Cristina.

A metodologia

Na exploração e produção de petróleo no ambiente marinho, os principais ensaios solicitados, no Brasil, são do tipo agudo com Mysidopsis juniae (Misidáceo)  e os crônicos com Lytechinus variegatus (ouriço-do-mar). O ensaio com o primeiro deles deve ser realizado segundo as Normas ABNT NBR 15308 e NBR 15469 e apresentar um valor de CL50 – concentração que causa mortalidade para 50% dos organismos - para 96 horas superior a 30 mil partes por milhão, em volume (ppm - v/v).

Já o ensaio com o ouriço-do-mar deve ser realizado segundo as Normas ABNT NBR 15350 e NBR 15469. Alternativamente, poderá ser solicitada avaliação de ecotoxicidade utilizando organismos marinhos de sedimento, desde que a metodologia utilizada seja reconhecida por órgão competente.

Fonte: NN