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Fórum de SMS: 60 dias de enrolação da Petrobrás e desrespeito à vida!

07 de novembro de 2011 às 09:12

Neste sábado, 05, completa 60 dias da realização do Fórum Nacional de Práticas de SMS, onde a FUP e seus sindicatos apresentaram suas propostas à presidência e à diretoria da Petrobrás.  A empresa continua desprezando as reivindicações de saúde e segurança, demonstrando que de fato não se preocupa com vida, nem com a família de seus trabalhadores. Uma das proposições do Fórum foi a realização de um diagnóstico conjunto das práticas e da política de SMS, com representantes da empresa e da FUP.

Até hoje, no entanto, a Petrobrás continua enrolando a categoria. Nas rodadas de negociação com a FUP, o RH informou que a empresa montou um grupo de trabalho para realizar um diagnóstico interno e só então apresentará o resultado para a FUP. Ou seja, os próprios gestores estão descumprindo o que foi acordado com o presidente a direção da Petrobrás. Desde a realização do Fórum, mais três trabalhadores morreram em acidentes e inúmeras ocorrências graves já foram denunciadas pela FUP e seus sindicatos.

As evasivas respostas da empresa para as reivindicações de SMS confirmam o que o movimento sindical vem denunciado há anos: segurança não é prioridade da Petrobrás. Enquanto isso, ocorrências graves seguem acontecendo, os petroleiros morrem, a empresa subnotifica acidentes e os gestores fazem de conta que nada disso acontece (Vazamento grave em tanque da Rlam expõe trabalhadores a alta concentração de benzeno , Insegurança na Petrobrás mata mais um trabalhador terceirizado , Reduc mantém produção em caldeira com vazamento de CO ).

Para atenderem a qualquer custo as metas de produção, os gerentes Grabriecontinuam expondo diariamente os trabalhadores a diversas situações de risco. Através da “Operação Gabrielli”, a categoria está desafiando os gestores, provando para o presidente da empresa que os acidentes que já mataram 310 trabalhadores nos últimos 16 anos não foram por “indisciplina operacional”, como ele alegou no Fórum de SMS. As mortes, mutilações e subnotificações de acidentes na Petrobrás são resultado da falta de vontade política da empresa de se contrapor à cultura autoritária das gerências, que violam leis, atropelam acordos, descumprem normas internas e desprezam os alertas dos trabalhadores sobre a insegurança e os riscos a que são submetidos no dia a dia.

 

Imprensa da FUP

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