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FAFEN-BA: paralisação protesta contra morte de trabalhador

08 de abril de 2011 às 16:48

O Sindicato dos Químicos / Petroleiros (BA) realizou uma paralisação de 24 horas na FAFEN-BA, nesta quinta-feira, 07/04, para protestar contra a morte do trabalhador, Ednaldo Barros da Silva, 28 anos, casado, um filho.Trabalhadores do turno e administrativo suspenderam as atividades em solidariedade ao companheiro morto. Ednaldo era funcionário da MSC, empresa que presta serviço a FAFEN-BA na área de alpinismo industrial, e morreu ao cair da torre de granulação de uréia, de uma altura de mais de 50 metros em cima do pipe-rack (tubovia), quando as cordas que sustentavam o cinto de proteção se romperam. O corpo de Ednaldo foi enterrado às 16h, no Cemitério Bosque da Paz.

O Sindicato está preocupado com o alto índice de acidentes registrado nos últimos anos no ramo. Na FAFEN, inclusive, os dirigentes sindicais já denunciaram a ocorrência de quatro acidentes desde 2009. E no Pólo Camaçari, onde os trabalhadores convivem com o medo e o perigo nos locais de trabalho, em menos de um mês, aconteceram duas mortes de trabalhadores. Uma no dia 27 de dezembro do ano passado, na Braskem Insumos Básicos e outra no dia 19 de janeiro deste ano, na Acrinor.

O Sindicato vem denunciado também a política de SMS da Petrobrás que coloca como prioridade a produção em detrimento da vida dos trabalhadores. A meta de reduzir custos está colocando os trabalhadores em situação de risco, principalmente quem executa as manobras operacionais. Serviços de manutenção que deveriam ser feitos de imediato são empurrados para as paradas. E nas paradas, como o tempo de duração é cada vez menor, deixa-se para depois. Peças de reposição são objetos de luxo, que cada vez mais são reduzidas do estoque.

Tudo isso leva a um clima de insegurança nas dependências das unidades da Petrobrás e as pessoas trabalham com medo de acontecer uma catástrofe a qualquer momento. Aliado a isso, ainda tem a pressão da gerência para não parar a produção. O que tem deixado os trabalhadores estressados, aumentando nas clínicas o número de pacientes depressivos. O Sindicato conclama os trabalhadores a exercerem o Direito de Recusa, quando o serviço a ser feito expõe sua segurança e de seus companheiros.

Fonte: Sindicato dos Químicos / Petroleiros da Bahia