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Humanização: médicos buscam melhorar atendimento à pacientes

18 de julho de 2011 às 12:30

Mudança no tratamento e informação sobre diagnóstico direcionada aos pacientes é foco da humanização no Estado.

Um olhar diferenciado para quem tem uma enfermidade momentânea ou permanente é tudo que os pacientes querem. A dor de quem sofre com uma doença crônica ou quem está simplesmente resfriado pode ser diminuída através de gestos de humanização que pode ser encontrado no Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Norte.

O círculo da humanização na saúde começa desde o acolhimento dos pacientes, estabelecendo diferenças entre eles e tratando com cuidado cada enfermidade. Os profissionais da assistência social e da psicologia são os escolhidos para lidar com as dificuldades exteriorizadas em doenças, mas que geralmente tem um foco nas condições de vida, pressão no trabalho, problemas familiares e até mesmo frustrações. Quem nunca ouviu falar que sofrer também causa doenças?

Mas hoje não discutir o assunto do ponto de vista psicológico (que renderia boas laudas de leitura), vamos falar da humanização da saúde como gesto em defesa da vida. Trata-se de garantir uma maior atenção, facilitando o contato entre equipes de saúde e pacientes.

De acordo com o médico Levi Jales, a busca pela humanização tem aumentado nos últimos anos com a modernização do atendimento. “Todas as especialidades médicas concordam que a assistência médica tem que ser mais humanizada: o paciente tem que receber assistência diferenciada porque a medicina avançou e os procedimentos também avançaram”, argumenta.

Antigamente, os médicos praticavam a medicina em casa, com o famoso “médico da família” que lidava com a situação de doença de uma maneira macro, identificando pontos que jamais seriam abordados em uma consulta de cinco minutos.

Hoje em dia, os médicos de casa foram substituídos por bons hospitais, onde os quartos mais reservados são para os mais afortunados, enquanto os que não têm recursos, ficam nos corredores. Mas humanizar o atendimento não é apenas chamar a paciente pelo nome, nem ter um sorriso nos lábios e sim, fornecer informações do tratamento, aliviar os sintomas psicológicos e ainda garantir apoio, já que o alívio global do paciente não é feito apenas com analgésicos e sim, proporcionando bem estar.

“A prestação de assistência com qualidade é um desafio de todos os médicos que todos os dias devem lembrar da qualificação a assistência médica associada a humanização”, comenta o especialista em dor.

Em todo o Brasil, os números ainda não são animadores, já que as estatísticas de mortes nos hospitais e clínicas ainda são tratadas como dados, mas a cada dia que passa o processo de humanização vem ganhando espaço em projetos que vão desde a maternidade até o tratamento de doenças terminais, onde os pacientes passam de estatísticas a pessoas.

Imagine ter que cuidar de uma disfunção erétil ou uma doença sexualmente transmissível (DST) sem ter o cuidado de conversar com o paciente? Explicar os efeitos dos remédios, os detalhes das prováveis reações são também papel do médico.

Em Natal, temos vários exemplos de humanização como o projeto Mãe Canguru na maternidade Santa Catarina e os projetos de humanização implantados na Liga NorteRiograndense contra o Câncer, que recebe pacientes de todo o Estado.

Equipados com bom senso e alegria, os profissionais de saúde estão buscando nos cursos de humanização como lidar melhor com os pacientes, com respeito e atenção. Um simples gesto de não acordar os pacientes que estão dormindo para ingerir um tranqüilizante ou ainda fazer perguntas constrangedoras na presença de outras pessoas podem melhorar a atividade nos leitos de hospitais.

Muitas vezes a diferenciação entre alergia e doença de pele ou doença respiratória pode salvar uma vida. Em casos de hipertensão, a abordagem ao paciente pode fazer toda a diferença, seguindo o exemplo de tosse prolongada questionada aos pais de crianças “com virose”.

Para discutir o assunto, Natal receberá nos dias 03 à 07 de agosto, o Simpósio das Ligas Acadêmicas de Medicina do Rio Grande do Norte com o tema: Humanização na assistência médica. Uma das palestras “Humanização nos espaços hospitalares pediátricos - Recuperação da criança hospitalizada” é um dos focos do congresso.

Fonte: Nominuto.com