Mais dez trabalhadores demitidos pela Petroflex são anistiados
26 de maio de 2011 às 08:45
Mais dez trabalhadores da Petroflex, subsidiária da Petrobrás extinta no governo Collor, estão retornando aos quadros da estatal, após uma luta de quase 20 anos para fazer cumprir a Lei de Anistia 8878/94. Até o momento, 105 petroleiros demitidos pela Petroflex retornaram à Petrobrás, desde que a Comissão Especial Interministerial (CEI), criada no governo Lula, começou a analisar os requerimentos de anistia. Eles lutam por justiça desde 1990, logo após o ex-presidente Fernando Collor de Melo, começar sua insana campanha de extinção e privatização de estatais. Através do Movimento dos Petroquímicos Demitidos (Mopede), os companheiros das Petroflex e Nitriflex se organizaram e estão reconquistando seus postos de trabalho.
Uma luta que confunde-se com a própria história da FUP, que desde os anos 90 tem buscado o reconhecimento e a efetivação da anistia dos trabalhadores arbitrariamente demitidos nos governos Collor e FHC. Através de participação em comissões interministeriais e da postura firme nas campanhas reivindicatórias, a FUP garantiu a anistia de 88 demissões, 443 advertências, 269 suspensões e 750 punições dos petroleiros que participaram das greves de 1994 e 95. A luta pela anistia também trouxe de volta aos quadros da Petrobrás mais de mil trabalhadores da Interbrás e Petromisa, outras duas subsidiárias atacadas pelo governo Collor.
Vários petroleiros demitidos durante o processo de extinção destas subsidiárias ainda aguardam a CEI se posicionar sobre seus requerimentos de anistia. A FUP tem se reunido com representantes do governo Dilma para reiterar a urgência do retorno destes trabalhadores, bem como cobrado da Petrobrás que agilize os trâmites do processo de readmissão. A anistia é uma das principais bandeiras da FUP e continuará pautando as lutas da categoria enquanto houver trabalhadores brigando para que este direito seja efetivado.
Fonte: FUP