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Ministério das Comunicações quer estimular inovação e produção local

06 de abril de 2011 às 17:15

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje que o governo pretende estimular a inovações nas áreas de tecnologia da informação e comunicações e avançar com política indústria para o setor de telecomunicações com o objetivo de estimular a produção nacional de equipamentos.

“Vamos definir uma política muito objetiva para fortalecer várias áreas, nacionalizar a produção e estimular o desenvolvimento de tecnologia”, disse o ministro ao participar de audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.

Bernardo informou que já manteve contato com o Ministério de Ciência e Tecnologia para usar os recursos do Fundo para Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). De 2010 para 2011, o orçamento do governo ampliou o montante a ser liberado para o fundo, de R$ 40 milhões para R$ 200 milhões.

O ministro disse ainda que está garantido o financiamento de R$ 100 milhões para projetos de inovação. A metade deste recurso, a ser liberado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), já estava prevista nos recursos de 2010 que serão empregados este ano.

Para estimular a produção de tecnologia nacional, Bernardo ressaltou que os modems de acesso à internet já foram incluídos em programa de desoneração fiscal, por meio de medida provisória pública em dezembro do ano passado. Ele reforçou ainda que o governo tem discutido internamente a redução de impostos para os computadores portáteis com tela sensível ao toque, chamado de tablet.

Durante a audiência, o ministro defendeu o aproveitamento das escolas técnicas para, em parceria com empresas, garantir o atendimento da demanda por mão de obra qualificada da indústria. Ele disse que a população brasileira está comprando, cada vez mais, computadores.

O ministro lembrou que o Brasil ultrapassou o Reino Unido e se tornou o quarto mercado mundial de computadores, depois dos EUA, China e Japão, ao responder pela compra de 13,7 milhões de unidades em 2010. Para 2011, a previsão é de mais 16 milhões de unidades. Deste total, 9 milhões de notebooks.

Fonte: Valor Online