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Mobilização do Fórum dos Trabalhadores da Indústria Naval e Petróleo reverte tentativa de privatização do Promef

28 de junho de 2011 às 11:32

Após denunciarem a transferência para a empresa Sete Brasil (onde a Petrobrás tem apenas 10% de participação) dos contratos de construção dos 49 navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Petrobrás (PROMEF), os trabalhadores reverteram na luta a tentativa de privatização do programa.  A direção da Petrobrás voltou atrás e manteve sob o controle da estatal todas as encomendas dos navios que irão fortalecer a Frota Nacional de Petroleiros. A decisão foi tomada, após intervenção dos trabalhadores junto ao governo federal e à própria Petrobrás, além de mobilizações nos estaleiros do Rio de Janeiro.

No último dia 16, a CUT, a CTB, a FUP, os sindicatos de metalúrgicos e as demais entidades sindicais que integram o Fórum dos Trabalhadores da Indústria Naval e Petróleo realizaram um ato político em frente à sede da Petrobrás, no Rio, denunciando a tentativa de privatização do PROMEF.  Os dirigentes sindicais encaminharam ao presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, um documento ressaltando os riscos que a privatização dos navios petroleiros representaria para a soberania do país.

“No caso concreto de vingar a doação dos contratos do PROMEF para a Sete Brasil a frota da Transpetro passa novamente a caminhar para a curva da morte, visto que os navios que a empresa possui são em sua grande maioria de casco simples e que por força de lei serão obrigados a deixar de navegar. A Petrobrás será a única empresa de petróleo no mundo que não terá frota própria para transportar seu produto”, alertou o documento.

Com capital majoritariamente privado, a Sete Brasil foi criada com o objetivo inicial de construir as sondas necessárias à exploração do pré-sal. A Petrobrás tem apenas 10% de participação na empresa, cujos 90% restantes dos ativos pertencem aos fundos de pensão Petros, Funcef, Previ e Valia, além dos bancos Bradesco, Santander e Pactual.

Fonte: FUP

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