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Oeste africano será mais afetado por liberação de petróleo

27 de junho de 2011 às 11:27

O mercado de petróleo das nações africanas Angola e Nigéria pode sofrer mais com a liberação de estoques globais, uma vez que os refinadores dos Estados Unidos devem optar por cortar importações e compradores asiáticos vão barganhar mais em meio à oferta mais abundante do Golfo.

A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou na quinta-feira que vai liberar até 60 milhões de barris de petróleo ao mercado dos estoques regulatórios de emergência.

Metade deste volume virá dos Estados Unidos, o principal consumidor mundial, e será consumido domesticamente. O Departamento de Energia ofereceu 30 milhões de barris, equivalente a 15 navios petroleiros do tipo VLCC (Very Large Crude Oil Carriers), de petróleo leve da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês).

"Os 15 VLCCs serão liberados em áreas costeiras nos Estados Unidos. Isso aliviará a necessidade de importar petróleo do oeste africano", disse um negociante de um banco de investimentos em Londres. "Esta é a consequência direta da liberação da AIE".

Produtores do oeste africano, principalmente Nigéria e Angola, são importantes fornecedores de petróleo leve aos Estados Unidos.

Os futuros do petróleo tipo Brent caíram US$ 2, em meio à expectativa de maior oferta após a medida da AIE.

"Se os caras dos Estados Unidos podem comprar petróleo leve da SPR a um preço muito mais barato do que os barris da Nigéria no mercado disponível, eles vão optar pela SPR", disse um outro negociante do mercado físico nos Estados Unidos.

Um outro negociante estimou as exportações do petróleo do oeste da África para os Estados Unidos devem totalizar 1,38 milhão de barris por dia (bpd) em junho e 1,25 milhão bpd em julho. Os negócios no mercado físico do oeste africano são feitos com 40 a 45 dias de antecedência.

Fonte: Terra

Irã acusa ocidentais de baixar petróleo "artificialmente"

O representante iraniano na Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), Mohamad Ali Khatibi, declarou neste sábado, segundo a agência especializada Shana, que os Estados Unidos e seus aliados querem baixar artificialmente os preços do petróleo recorrendo as suas reservas estratégicas.

"Os Estados Unidos e os países europeus fazem de tudo para baixar (...) artificialmente os preços do petróleo", declarou Khatibi, que representa o país que preside atualmente a Opep. "A decisão da Agência Internacional de Energia (AIE) de recorrer as suas reservas estratégicas para compensar uma falta de oferta terá como efeito uma queda de preços artificial" e foi tomada "sob pressão política dos Estados Unidos", afirmou Khatibi.

Mas essa redução "não vai durar", considerou ele. "As reservas estratégicas (de cru) são limitadas e esses países talvez se vejam obrigados a comprar ainda mais caro", advertiu.

Pela terceira vez na história da AIE, seus membros decidiram recorrer às suas reservas estratégicas e colocaram no mercado "60 milhões de barris de petróleo em um período de um mês". Após esse anúncio, os preços do petróleo registraram fortes quedas, de mais de US$ 8 em Londres e de quase US$ 6 em Nova York.

A decisão da AIE, que representa os interesses dos países industrializados grandes consumidores de cru, foi motivada pela guerra na Líbia, onde a produção caiu dos 1,4 milhão de barris por dia antes do conflito para apenas 200 mil barris por dia em abril.

Fonte: Terra, com informações da AFP