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Petrobras defende investimento em refinarias por demanda maior

21 de fevereiro de 2011 às 16:50

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, defendeu nesta segunda-feira  (21) a construção de refinarias pela estatal. Atualmente, a empresa tem em construção as unidades do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Abreu e Lima, em Pernambuco. Além disso, prevê a instalação de duas refinarias premium, uma no Ceará e outra no Maranhão.

"Não investir em refinaria nesse momento é suicídio no longo prazo. Tem que investir e tem que ser agora", afirmou Gabrielli, que participou do seminário Cenários da Economia Brasileira e Mundial em 2011, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo Valor, no Rio de Janeiro.
Gabrielli afirmou que, apesar dos investimentos, a companhia terá em 2020 uma produção maior de óleo bruto do que sua capacidade de refino, que já chegou ao final de 2010 "no limite".

Para 2020, está prevista a produção de 3,9 milhões de barris de óleo, para uma capacidade de refino de 3,2 milhões de barris. Isso sem contar com mais 650 mil barris produzidos pelos parceiros da Petrobras.

De acordo com o plano de negócios 2010-2014 da companhia, a área de refino, transporte e comercialização deve receber a segunda maior verba prevista, com aporte de US$ 73,6 bilhões. Os recursos visam aumentar a capacidade de refino, em consonância com o aumento da produção previsto.

Diante do crescimento do consumo, disse Gabrielli, a capacidade de refino de alguns produtos está no limite. É o caso da gasolina, cuja demanda cresceu 19% e o Brasil passou de exportador para importador em 2010.

Gabrielli não descarta novas importações do produto em 2011, dependendo do crescimento da demanda --que deve ser menor por conta do crescimento econômico mais baixo.

O executivo estimou ainda que a cessão onerosa de 5 bilhões de barris firmada com a União durante o processo de capitalização no ano passado resultará numa produção de petróleo entre 800 mil e 1 milhão de barris até 2020. O cálculo foi feito por empresas certificadoras contratadas para fazer a avaliação das reservas durante o processo de capitalização.

Gabrielli participou de seminário da FGV (Fundação Getúlio Vargas) no Rio

Com informações do Valor Online e da Folha

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