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Petrobras deve gastar US$ 1,9 bilhão com navios afretados este ano

02 de março de 2011 às 16:05

Os gastos com afretamento de navios pela Petrobras devem ficar em torno de US$ 1,9 bilhão este ano, no mesmo nível do registrado no ano passado.

A estatal tem dois programas cujo objetivo é incentivar a produção naval nacional. O programa Empresas Brasileiras de Navegação (EBN) é voltado para empresas privadas construírem navios a serem afretados pela estatal, e o Programa de Modernização da Frota (Promef) é direcionado para a frota da Transpetro.

Segundo o gerente executivo de Abastecimento e Logística da Petrobras, Eduardo Autran, tanto os navios que estão sendo construídos por encomendas da Transpetro, quanto os que estão sendo encomendados pelo EBN deverão servir como substituição de unidades que já estão se aposentando.

Atualmente, a Petrobras conta com uma frota de 150 navios afretados. Até 2017, a expectativa é de que esse universo seja ampliado para 200, seja no EBN ou no Promef.

No ano passado, a estatal pagou US$ 750 milhões em fretes de 80 navios junto a armadores estrangeiros, sem incluir custos com bunker, e US$ 550 milhões junto à Transpetro, por afretamento de outras 48 unidades.

Além disso, pagou mais US$ 600 milhões por 240 navios, sendo 20 por mês, contratados isoladamente no mercado spot. Nesse caso, os custos de bunker já estão incluídos. O objetivo do EBN é substituir estes últimos por navios brasileiros.

Segundo Autran, no ano passado, a crise internacional derrubou o valor médio do frete, que estava com valor elevado nos anos anteriores. Isso, de acordo com o gerente, facilitou a contratação dos 20 navios da primeira fase do EBN, além de ter reduzido os custos em renovação de contratos.

"Para se ter uma ideia, navios do tipo Suezmax negociados a uma diária de US$ 45 mil, hoje estão saindo por US$ 27 mil. Para nós isso é ótimo. Mas até certo ponto, porque preço chega num limite que começa a comprometer a manutenção da qualidade", disse.

Valor Online