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Petrobras recebe licença para construção de unidade de fertilizantes

22 de fevereiro de 2011 às 17:15

A Petrobras recebeu hoje (22) a licença de instalação (LI) da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), que será construída na cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. A LI foi concedida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e as obras de terraplenagem terão início em abril, enquanto a construção começará em setembro deste ano.

A UFN III entrará em operação comercial no segundo semestre de 2014 com capacidade de produção de 1,210 milhão de toneladas de uréia e 761 mil toneladas de amônia por ano. Do total produzido de amônia, 680 mil toneladas serão utilizadas no processo produtivo da uréia e 81 mil toneladas serão comercializadas.
A fábrica da Petrobras em Três Lagoas será a maior unidade de fertilizantes nitrogenados da América Latina e dobrará a produção nacional de uréia.

“Com esta iniciativa, a Petrobras contribuirá para a redução das importações desse insumo essencial à produção agrícola. Atualmente, o Brasil importa 67% da uréia que consome”, diz a nota divulgada pela Petrobras.

A estatal possui duas fábricas de fertilizantes nitrogenados localizadas nos municípios de Laranjeiras, em Sergipe, e Camaçari, na Bahia, que produziram, juntas, 223 mil toneladas de amônia e 758 mil toneladas de uréia em 2010. No total, a produção brasileira de uréia no ano passado foi de 1,270 milhão de toneladas, com uma importação de 2,545 milhões de toneladas.

Além da UFN III, a Petrobras está desenvolvendo três outros projetos nesse segmento: o Complexo Gás-Químico (UFN IV), na capixaba Linhares, com capacidade de produção comercializável de 665 mil toneladas/ano de uréia e 684 mil toneladas/ano de metanol, além de outros derivados; a UFN V, em Uberaba, Minas Gerais, com capacidade de produção de 519 mil toneladas/ano de amônia; e uma planta para produção de sulfato de amônio que será instalada na fábrica de fertilizantes de Sergipe.

Com a entrada em operação das UFNs III, IV e V, a Petrobras adicionará, ao parque produtivo nacional, uma capacidade de 600 mil toneladas/ano de amônia e 1,875 milhão de toneladas/ano de uréia. Somando-se à capacidade de produção das fábricas de fertilizantes da Bahia e de Sergipe, a capacidade total da Petrobras será de 2,931 milhões de toneladas/ano de uréia e 782 mil toneladas/ano de amônia.

Valor