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Petroleiros exigem um basta aos acidentes e repudiam nomeação de Reichstul

26 de maio de 2011 às 11:58

Nesta quarta-feira, 25, quando completa uma semana da morte do montador de andaimes Reginaldo Saraiva de Souza, vítima de uma explosão ocorrida na Revap (em São José dos Campos), os petroleiros se manifestaram em diversas bases do Sistema Petrobrás, exigindo um basta à insegurança crônica que mata, mutila e adoece os trabalhadores. As mobilizações foram convocadas pela FUP e contaram com a adesão de milhares de petroleiros próprios e terceirizados, que atrasaram o expediente nas unidades de refino, produção, administrativa e Transpetro. Em São José dos Campos, onde ocorreu o acidente que matou um trabalhador e feriu outros dois, o sindicato local também realizou um ato nesta quarta por condições seguras de trabalho.

Além de cobrarem mudanças na gestão de SMS, recomposição dos efetivos próprios e condições decentes e seguras de trabalho, os petroleiros das bases da FUP repudiaram a nomeação do ex-presidente da Petrobrás, Henri Phillip Reichstul para a polêmica Câmara de Gestão, que irá assessorar o governo no controle e redução de gastos públicos.

Foi na gestão de Reichstul que ocorreram os maiores e mais emblemáticos acidentes da história da Petrobrás, como o afundamento da P-36, que causou a morte de 11 trabalhadores, e os vazamentos na Baía de Guanabara e nos Rios Iguaçu e Barigui, no Paraná, onde mais de seis milhões de litros de óleo foram derramados. No período em que permaneceu na empresa, 76 petroleiros morreram em acidentes de trabalho.

Reichstul foi escolhido a dedo pelos tucanos e demos para levar adiante o projeto de privatização da Petrobrás. Além de tentar mudar o nome da empresa para Petrobrax, ele retalhou a estatal em 40 unidades autônomas de negócio; entregou parte de seus ativos para multinacionais, como a Repsol/YPF; tentou privatizar as FAFENs e outras refinarias, congelou salários e atacou direitos dos trabalhadores.

Nas mobilizações desta quarta-feira, os petroleiros deixaram claro que Henri Phillip Reichstul é persona non grata e que sua presença na ante-sala da presidenta Dilma Rousseff é uma afronta à categoria.

 

Fonte: FUP