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Ato no RJ

Petroleiros realizam nova manifestação por PLR

Manifestantes também exigem condições de trabalho dignas, AMS de qualidade e segurança

10 de agosto de 2011 às 21:12

destaque

Foto: FUP

Aproximadamente 500 trabalhadores participaram, nesta quarta-feira, 10, de mais uma mobilização convocada pelo Conselho Deliberativo da FUP para pressionar o governo e a direção da Petrobrás a atender as principais reivindicações da categoria, não só em relação à PLR, mas também no que diz respeito às condições de trabalho e segurança.

O ato nacional começou por volta das 10 horas, em frente ao Edifício Cidade Nova, sede da Universidade Corporativa da Petrobrás, no Rio de Janeiro, onde jovens petroleiros de várias partes do país passam por cursos de formação e qualificação antes de ingressarem em suas unidades de trabalho.

Presentes, caravanas da Bahia, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, São Paulo, Norte Fluminense e Duque de Caxias, além de militantes vindos de vários outros estados, entre eles Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e das oposições sindicais de São José dos Campos e Rio de Janeiro.

Jovens petroleiros somaram-se aos militantes mais experientes e aos aposentados, denunciando as mortes e acidentes que vitimam os trabalhadores, em função de uma gestão que privilegia o lucro acima da vida para alimentar o suBÔrNUS às gerências. Os petroleiros denunciaram também o sucateamento da AMS e cobraram que a Petrobrás solucione os problemas de gestão do benefício.

O ato se estendeu até às 13 horas, com intervenções de vários militantes e dirigentes sindicais, entre eles o dirigente da CUT Paraná, Roni Anderson, que lembrou que a Central realiza nesta quarta-feira, uma mobilização em Brasília, em defesa da agenda dos trabalhadores e contra o projeto de lei do deputado e empresário Sandro Mabel (PR/GO), que precariza ainda mais as condições de trabalho dos terceirizados. O representante da CTB/BA, Henrique Crispin, também ressaltou a necessidade de intervenção constante dos trabalhadores em defesa de seus direitos e contra as práticas neoliberais na gestão da Petrobrás.

O coordenador geral da FUP, João Antônio de Moraes, convocou os jovens petroleiros que estão ingressando na empresa a somarem-se às lutas da categoria e a fortalecerem a organização dos trabalhadores. “É com organização e luta que estamos conquistando a cada acordo de PLR uma distribuição mais democrática do lucro construído pelos trabalhadores. Mas os gerentes não admitem que jovens recém chegados na empresa recebam uma PLR mais igualitária. Mais de 90% dos atuais gerentes da Petrobrás são os mesmos que tiveram seus salários multiplicados no passado, quando tentaram rifar a empresa para as multinacionais e que continuam assediando os trabalhadores, tentando reduzir nossos direitos e se utilizando de práticas antissindicais para garantirem seus privilégios”, afirmou Moraes.

O ato nacional faz parte do calendário de lutas definido pelo Conselheiro Deliberativo da FUP na semana passada, em Manaus. Ao longo desta semana, a FUP estará buscando uma reunião com interlocutores da presidenta Dilma Rousseff para cobrar um posicionamento do governo em relação às reivindicações dos trabalhadores.

 

 

 

 

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