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COMPARE E DECIDA

Projeto democrático foi amplamente superior

Precisamos romper o cerco imposto pelas forças obscurantistas, dialogando diretamente com a população

21 de outubro de 2010 às 15:28

Neste segundo turno das eleições presidenciais, as forças democráticas e populares têm procurado fazer o debate das grandes questões nacionais, a partir da comparação entre os resultados obtidos pelas políticas desenvolvidas nos governos FHC e Lula. O ponto de partida remete à seguinte indagação: qual desses projetos trouxe mais benefícios ao país e ao povo? Nas comparações realizadas a seguir, você descobrirá porque as forças conservadoras e reacionárias que apóiam Serra não têm qualquer interesse em fazer essa discussão.

Economia - No terreno da economia, por exemplo, poderíamos confrontar a quantidade de empregos com carteira assinada gerada durante o governo FHC e aquela criada no governo Lula. De igual forma, poderíamos cotejar os valores atuais do salário-mínimo, da inflação, das taxas de juro, das reservas cambiais ou da dívida externa, com aqueles existentes no governo tucano. Poderíamos, ainda, investigar como foi tratado o patrimônio nacional, representado pelas empresas estatais: se, valorizado ou "vendido" - quer dizer, doado para a iniciativa privada.

ECONOMIA                                                  FHC (1995/2002)                      Lula (2003/Hoje*)
*Empregos com Carteira Assinada---------------------5 milhões-----------------------------------14 milhões
*Salário-mínimo ao fim do mandato------------------US$ 64 dólares --------------------------US$ 307 dólares
* Taxa de inflação ao fim do mandato--------------------12,5%-------------------------------------------4,7%
* Taxa de juro ao fim do mandato------------------------- 24,90%---------------------------------------10,75%
* Reservas cambiais ao fim do mandato--------- US$ 16,3 bilhões-----------------------US$ 259 bilhões
* Dívida externa ao fim do mandato----------------US$189,5 bilhões-----------------------US$ 57,3 bilhões

PRIVATIZAÇÕES

Patrimônio                      Valor obtido com a venda                   Lucro pós-privatização

Vale do Rio Doce------------- R$ 3,3 bilhões, em 97--------------R$ 9,5 bilhões (1º semestre de 2010)

Outros aspectos - Do mesmo modo, na esfera social, poderíamos aferir quantos brasileiros ultrapassaram a linha de pobreza, ou de pobreza extrema, para experimentar condições de vida mais dignas. Também poderíamos comparar os volumes de recursos investidos em áreas como saneamento básico, educação, saúde, segurança, ciência e tecnologia, e cultura, avaliando, ao mesmo tempo, a efetividade de programas como "Bolsa Família", "Luz para Todos", "Minha Casa, Minha Vida", ou, o "Universidade para Todos".

Já, quanto às questões que envolvem as relações do Estado com a Sociedade, seria interessante averiguar se houve mudanças no tratamento dado às organizações sindicais, populares e aos movimentos sociais, ou, se estes continuaram sendo criminalizados, tratados como casos de polícia. De igual forma, seria oportuno verificar se a população passou a encontrar canais para debater, criticar e propor políticas públicas, ou se continuou sendo tratada como simples massa de manobra.

Na política externa, caberia avaliar o papel do Brasil no cenário internacional: como temos atuado? Como somos vistos hoje? Como uma Nação que se comporta com altivez, defendendo a própria soberania, a integração regional, a paz e o direito à autodeterminação dos povos? Ou, como um país submisso e subserviente, que se curva ante aos interesses e caprichos das superpotências, em especial, dos Estados Unidos?

Como dissemos, todos esses temas, que dizem respeito ao futuro das próximas gerações, poderiam estar sendo debatidos, neste segundo turno, com grande proveito para a formação política do povo brasileiro. Poderiam... Mas, isto, evidentemente, não interessa a José Serra, e nem às forças políticas que o apóiam, porque, em todos os quesitos anteriormente mencionados, o governo Lula foi amplamente superior ao de FHC.

Portanto, se depender de Serra e seus aliados, incluindo a "grande mídia", não haverá debate democrático que permita ao povo conhecer e comparar o que cada governo, cada agrupamento de forças sociais e políticas, foi capaz de realizar quando esteve no Poder. Nessas circunstâncias, nesta reta-final de campanha, cabe a cada brasileiro consciente; cada democrata e patriota exercer  papel protagonista.

Precisamos nos mobilizar e criarmos condições para rompermos o cerco imposto pelas forças obscurantistas, dialogando diretamente com a população. Para os reacionários e fascistas com os quais Serra se acompanha em uma campanha sórdida, sem princípios, ética ou moral, democracia e verdade são valores que não importam.