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Não ao retrocesso!

SINDIPETRO-RN promove ato público em defesa do Pré-sal e da Petrobrás

Manifestação foi realizada na manhã desta sexta-feira, 19, em frente à sede da Companhia

19 de setembro de 2014 às 13:35

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Foto: Fotos: Gilson Sá/Christian Vasconcelos

Preocupado com o uso político da Petrobrás na atual campanha eleitoral e com o surgimento de ideias que ameaçam rebaixar o papel do Pré-sal no desenvolvimento econômico e social do País, o SINDIPETRO-RN promoveu um ato público, na manhã desta sexta-feira, 19, em frente ao portão principal de acesso à sede administrativa da Companhia, em Natal. A mobilização contou com o apoio e participação de diversos representantes de entidades sindicais e populares, além de lideranças políticas.

Revezando-se no carro de som, os oradores foram unânimes ao exigirem apuração rigorosa das denúncias de corrupção envolvendo o ex-diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa. Também criticaram duramente propostas que defendem o fim da política de percentuais mínimos de conteúdo nacional em empreendimentos de exploração e produção; bem como, do modelo de partilha, e da Petrobrás como operadora única do Pré-sal.

Para o coordenador-geral do SINDIPETRO-RN, José Araújo, as forças políticas que vêm dando sustentação a essas ideias são as mesmas que, em passado não muito distante, quebraram o monopólio estatal do petróleo, sucatearam a Petrobrás e quase conseguiram privatizá-la. Araújo lembra que “foi graças à luta de resistência desenvolvida pelo movimento sindical petroleiro e ao novo ciclo político iniciado em 2002, com a eleição do presidente Lula, que essa situação começou a se modificar”.

Alertando para os perigos de retrocesso político, José Araújo compara números de postos de trabalho e volumes de produção nos dois períodos em que a Petrobrás esteve submetida a orientações diferentes. “No início dos anos 2000 – lembrou o coordenador, a Petrobrás possuía apenas 32 mil trabalhadores. Hoje, esse número já passa de 85 mil”.

Com relação à produção, Araújo diz que “somente com a exploração do Pré–sal estão sendo adicionados 540 mil barris de petróleo por dia, com menos de 20 poços ativos, o que permitiu recuperar a indústria naval brasileira, gerando dezenas de milhares de novos empregos”.

Além disso, acrescenta o coordenador, “temos ainda a indústria petroquímica, que irá se expandir, sem falar na utilização dos royalties para saúde e educação, que já está assegurada por lei”. “É por isso que os trabalhadores precisam estar atentos, analisando, manifestando-se e dizendo não às candidaturas que defendem proposições que não consideram o Pré-sal como prioridade para o país”, concluiu José Araújo.

Entre outras entidades, participaram da manifestação na Petrobrás representantes da FUP, FNP, CTB, CUT, CSP-Conlutas, além dos partidos políticos: PT, PSTU e PCdoB.

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