DEPOIS DE 7 HORAS
Trabalhadores sem terra arrancam do Governo negociação sobre reforma agrária
Marcada para às 17 horas no Palácio do Planalto, a negociação será coordenada pelo ministro Gilberto Carvalho
23 de agosto de 2011 às 15:37
Cobrando um fim à previsão de corte de aproximadamente R$ 65 milhões nos investimentos em reforma agrária no país este ano, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) acamparam, desde ontem, no saguão de entrada do Ministério da Fazenda. Com faixas, cartazes, bandeiras e um carro de som, os integrantes do MST impediram a entrada dos servidores no local e forçaram uma negociação.
Foram quase sete horas de ocupação, interrompida somente depois de negociar uma reunião com ministros para discutir as reivindicações do movimento. O encontro foi confirmado pelo secretário nacional de Articulação Social, Paulo Maldos, da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Marcado para às 17 horas desta terça-feira, no Palácio do Planalto, a negociação será coordenada pelo ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria-Geral e responsável pela articulação do governo com os movimentos sociais. Participarão também a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin e o secretário adjunto de Política Econômica, Gilson Bittencourt.
O assentamento de famílias acampadas e a renegociação de dívidas de pequenos agricultores são os dois pontos considerados mais urgentes pelos sem-terra. O movimento estima que 55% dos agricultores familiares do país estão endividados. O MST também quer o assentamento imediato de mais de 160 mil famílias em áreas destinadas à reforma agrária.