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ECONOMIA

Valor da cesta básica cai na maioria das capitais em setembro

Entre as quedas, as principais são de Campo Grande (-5,37%), BH (-2,79%) e Natal (-2,18%)

08 de outubro de 2014 às 13:48

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Foto: CTB

O valor da cesta básica calculado pelo Dieese caiu no mês passado em 11 das 18 capitais pesquisadas, com destaque para Recife (-1,99%), São Paulo (-1,39%), Natal (-1,18%), Campo Grande (-1,13%) e Salvador (-1,02%). As principais altas foram apuradas em Goiânia (1,36%), Aracaju (1,15%) e Brasília (1,10%), enquanto em Belo Horizonte praticamente não houve variação (0,01%). O instituto chama a atenção para a elevação do preço da carne, "em pleno período de entressafra", em todas as cidades.

A cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 340,76), seguida de São Paulo (R$ 333,12) e Vitória (R$ 328,33). As de menor valor foram todas do Nordeste: Aracaju (R$ 233,18), Salvador (R$ 263,63) e Natal (R$ 267,39). Com base na cesta da capital catarinense, o Dieese calculou em R$ 2.862,73 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família. Isso corresponde a 3,95 vezes o mínimo oficial (R$ 724). Essa proporção também era de 3,95 em agosto e de 3,87 em setembro do ano passado.

No acumulado do ano, 11 capitais têm alta na cesta. As maiores foram apuradas em Aracaju (7,57%), Florianópolis (6,71%) e Recife (3,82%). Entre as quedas, as principais são de Campo Grande (-5,37%), Belo Horizonte (-2,79%) e Natal (-2,18%).

A jornada média para adquirir os gêneros essenciais foi de 89 horas e 52 minutos, abaixo de agosto (90 horas e 7 minutos) e de setembro de 2013 (90 horas e 42 minutos).

Segundo o Dieese, além da carne, os produtos com maior incidência de aumentos foram o leite, o arroz e o pão francês. Óleo de soja, tomate, feijão e batata (que é pesquisada na região Centro-Sul) mostraram queda na maioria dos locais.

A carne subiu mais em Goiânia (6,58%), Belo Horizonte (5,95%) e Florianópolis (5,29%). Em 12 meses, as altas variam de 2,79% (Manaus) a 33,48% (Florianópolis).

Já o preço do leite aumentou em 13 capitais, com destaque para Brasília (11,31%). "Mesmo com a produção crescente, em pleno período de safra, observa-se elevação de preços no varejo, devido à maior demanda da indústria de laticínios", analisa o Dieese.

O arroz teve alta em 14 capitais, chegando a 3,83% em Curitiba."A demanda pelo grão segue aquecida, uma vez que os produtores não têm interesse de negociar com as cooperativas e moinhos, pois têm expectativa de aumento do preço e, com isso, houve alta no varejo", relata o instituto.

E o pão francês aumentou de preço em 11 cidades (2,58% em Natal, 2,27% em Goiânia e 1,78% em Manaus). "A escassez da farinha de trigo e desvalorização do câmbio, que eleva o preço do trigo importado dos Estados Unidos e Canadá, são os fatores que explicam a alta do pão".

Fonte: RBA

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