Nós, do Sistema Petrobras, mais especificamente, na UN-RNCE, ainda somos norteados (penalizados) por uma cultura de supervisão e gerenciamento medíocre e por uma política de oportunidades equivocada e conservadora diante das transformações que o mundo do trabalho vem sofrendo nos últimos tempos.
Existe em nosso meio pessoas que ao serem contratadas pela Petrobras foram batizadas, ungidas na condição de supervisores e outras na de gerentes. A partir dessa condição, os escolhidos fizeram, e ainda fazem, de tudo um pouco, do imaginário, para se perpetuarem no poder, e na oportunidade se revezam com alguém que possa em outra oportunidade retribuí-lo com uma nova oportunidade de retorno ao mesmo cargo, ou a outro de seu anseio. “Dança das cadeiras”.
A cobiça, a partir de uma visão política conservadora, a um cargo de supervisão ou a uma gerência propicia o surgimento de vários tipos de manipulações possíveis, dentre outras tantas, comumente, temos: alteração de escala de embarque para não pagar H.E; manipulação das estatísticas de acidentes para não afetar o GDP; a manutenção de mão de obra terceirizada na condição de fiscais, fiscalizando serviços executados por terceirizados; acúmulo de função para economizar na contratação de serviços; e por ai se vai.
Dentre as unidades Petrobras, desde a eleição do Presidente Lula, a nossa UN-RNCE foi e é uma das que menos sofreu mudanças, ou talvez a que não sofreu mudanças. Não surgiram novos nomes ou não deram a oportunidade a novos nomes???
Uma vez, na época da Qualidade Total, dos 05 S’s, disseram-me que nós, a Força de Trabalho e Produção, o chão de fábrica falado, éramos reticentes, recalcitrantes, avessos às mudanças, às transformações. Voltando um olhar ao passado, verifico que os trabalhadores não eram e nem são avessos as transformações no mundo do trabalho e sim cautelosos para que elas não representassem perda de direitos históricos conquistados a duras penas.
E vejo, também, que esta mesma política conservadora de outrora, norteia a atual política de gerenciamento da Petrobras, apresentando pouca, ou nenhuma oportunidade concreta de transformação na vida de nós, trabalhadores.
Eu suscitaria a seguinte questão:
Será a Força de Trabalho reticente às transformações no mundo do trabalho, ou é a política de orientação gerencial conservadora que precisa ser transformada, acreditar na transformação a partir da valorização do trabalho???
Eu digo transformar e não melhorar!
Transformar significa: Mudar para algo diferente do que se faz.
Melhorar significa: Fazer melhor o que se faz;
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