O sexto dia de greve foi de intensificação do movimento no Rio Grande do Norte. Hoje, foi a vez dos trabalhadores do campo de Conceição B – CNB, em Macau, aderirem à paralisação e entregarem a produção. Trata-se de um dos campos mais rentáveis para a Empresa, o que impacta significativamente a produção de petróleo do Estado. Os campos terrestres e sondas de empresas terceirizadas também seguem sendo paralisados. 

O dia também foi de assembleia na sede da Petrobrás, em Natal. Na ocasião, o coordenador–geral do SINDIPETRO-RN, Dedé Araújo, frisou que a tendência é de crescimento da greve tanto em âmbito local, quanto nacional. “Vamos continuar lutando pela suspensão dos próximos leilões e exigir o cancelamento deste último, referente ao campo de Libra”, frisou Araújo. Segundo o coordenador-geral, nove as ações com esta reivindicação correm na justiça e aguardam julgamento.

Em relação à campanha reivindicatória, a categoria deve aguardar, de braços cruzados, uma proposta justa para o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2013/2015. Depois de apresentar, ontem, 21, uma proposta incompleta e rebaixada, que foi imediatamente rechaçada pelos trabalhadores, a Petrobrás pediu uma nova rodada de negociação para hoje, 22. O documento deve ser apresentado nas próximas horas. Os pontos discutidos com a Companhia deverão ser avaliados em reunião do Conselho Deliberativo da FUP, que acontece às 15 horas.

Ainda nesta terça-feira, às 17h, o SINDIPETRO-RN deverá se reunir com a Petrobrás no Ministério Público do Trabalho, no prédio do órgão, em Natal. Na oportunidade, o Sindicato irá propor a negociação e assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta – TAC, que estabeleceria termos para a paralisação em curso no Estado.