Reunidos em assembleia, aposentados, aposentadas e pensionistas do Sistema Petrobrás no Rio Grande do Norte vêm aprovando o apoio ao indicativo de greve por tempo indeterminado e ao estado de Assembleia Permanente. As deliberações reafirmam o alinhamento do segmento às decisões tomadas pelos trabalhadores e trabalhadoras da ativa, lotados em unidades da companhia em diversos estados.
A primeira sessão deliberativa ocorreu na manhã desta quinta-feira, 11, na sede do SINDIPETRO-RN, em Natal. As propostas foram aprovadas com apenas duas abstenções, após a análise dos encaminhamentos definidos pelo Conselho Deliberativo da FUP, realizado na última terça-feira, 9. A segunda sessão, também prevista para esta quinta-feira, será realizada às 20h, de forma virtual.

Unidade e luta
As assembleias têm como objetivo fortalecer a unidade da categoria petroleira em torno da pauta apresentada pela FUP e pelos sindicatos à Direção da Petrobrás. Além disso, buscam manter aposentados e pensionistas informados sobre o andamento das negociações, ampliando a capacidade de mobilização da categoria.
A campanha reivindicatória de 2025 está estruturada em três eixos. O ponto central é a busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) da Petros, considerados responsáveis por comprometer significativamente a renda de aposentados e pensionistas.
A principal reivindicação é que a Petrobrás apresente uma proposta que restabeleça o nível de remuneração líquida anterior à instituição dos PEDs. Outro pleito importante, compartilhado por ativos e aposentados, é a melhoria da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS).

Mobilização nacional
Também na manhã desta quinta-feira, 11, aposentados e pensionistas deram início a uma nova vigília em frente ao edifício-sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro (Edisen). A mobilização exige que a empresa apresente uma proposta concreta para encerrar os equacionamentos e cumpra o que foi discutido com as entidades representativas.

O ato marca a retomada do acampamento realizado entre junho e julho de 2024, quando uma vigília de 15 dias resultou na criação da Comissão Quadripartite. Agora, o objetivo é intensificar a pressão diante da falta de posicionamento da alta gestão da Petrobrás sobre a formalização da proposta debatida na Comissão.
Para o diretor de Aposentados e Pensionistas do SINDIPETRO-RN, Dedé Araújo, a mobilização fortalece e estimula os trabalhadores da ativa, reafirmando o caráter unitário do movimento, que também abrange questões relativas ao Acordo Coletivo de Trabalho e à defesa de um Brasil soberano e do fortalecimento do Sistema Petrobrás.
“A unidade na luta de trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas é a chave para a vitória”, declarou Araújo.