O foco é a PLR, mas os trabalhadores não podem perder de vista as condições em que a luta se desenvolve. Esta foi a principal conclusão do debate realizado pelos operadores do Polo Guamaré, durante assembleia promovida pelo SINDIPETRO-RN, na última segunda-feira, 21. O evento teve por objetivos avaliar o andamento da Campanha Nacional por uma PLR justa e democrática, e preparar a participação daquela unidade na paralisação nacional de 24 horas, a ser realizada em 28 de janeiro.
A preocupação com os reflexos do ambiente no desenvolvimento das lutas da categoria se justifica. De acordo com as análises feitas na assembleia, desde que Graça Foster assumiu a Presidência da Companhia, os rumos da Petrobrás mudaram. Repetidas manifestações de autoritarismo e multiplicação dos casos de assédio moral passaram a afetar duramente as relações de trabalho, o que faz prever dificuldades nas negociações relativas à atual campanha. “É preciso reagir com firmeza e espírito unitário”, declarou um trabalhador.
A categoria reivindica valor máximo para a PLR, ou seja, 25% do montante que vier a ser destinado aos acionistas, dividido igualitariamente entre os trabalhadores e trabalhadoras. A Petrobrás, no entanto, ofereceu um piso de R$ 3.149,34 ou 0,26 de uma remuneração, o que for maior. A quantia representa uma redução de mais de 50% em relação àquela paga na antecipação da PLR 2011, fato que, certamente, não deverá ocorrer com o montante destinado aos acionistas.
A reunião do Conselho de Administração que aprovará proposta de provisionamento de dividendos deve acontecer nos primeiros dias de fevereiro. Daí porque o êxito da paralisação nacional em 28 de janeiro adquire importância estratégica para o desfecho da atual Campanha.