Com o objetivo central de deliberar sobre a proposta de greve nacional por tempo indeterminado a partir de 15 de dezembro, o Sindipetro-RN realizará, nos dias 8 e 9 de dezembro, as assembleias com trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás lotados em unidades sediadas no Rio Grande do Norte (Veja aqui o edital: EDITAL AGE PETROBRÁS-05-12-25).

Na segunda-feira, dia 8, será realizada a assembleia com os trabalhadores da Usina Termelétrica do Vale do Açu (UTE-VLA), localizada no município de Alto do Rodrigues. Já na terça-feira, 9, às 8h, ocorre a reunião com o pessoal lotado no Edifício-Sede da Petrobrás (EDIRN), em Natal. Ainda na terça-feira, às 20h, será promovida, em formato virtual, a assembleia com as equipes das plataformas marítimas e com os trabalhadores remanescentes das bases de Natal e Alto do Rodrigues.

Além de deliberar sobre a deflagração da greve, decisão anteriormente aprovada de forma indicativa, as assembleias deverão também confirmar a instituição do estado de Assembleia Permanente, mecanismo considerado estratégico para manter a categoria continuamente informada, mobilizada e preparada para novas ações no decorrer da campanha reivindicatória.

Reivindicações

A Campanha Reivindicatória 2025 dos trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás reúne uma série de pleitos estruturados em três eixos principais.

  1. Solução definitiva para os PEDs da Petros

O primeiro eixo trata da busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) do Plano Petros 1, considerados pela categoria como responsáveis por comprometer severamente a renda de aposentados e pensionistas. A principal reivindicação é que a Petrobrás apresente uma proposta capaz de restabelecer a remuneração líquida dos beneficiários, garantindo-lhes o mesmo nível de recebimento anterior à instituição dos PEDs. Para a categoria, esta é uma condição essencial para a conclusão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Além disso, a FUP reivindica a definição de um calendário de mediação no Tribunal de Contas da União (TCU), construído em negociação com as entidades sindicais e o Fórum das Entidades, para que se avance rumo a uma solução definitiva para o problema.

  1. Defesa da distribuição da riqueza e ACT digno

O segundo eixo concentra reivindicações relacionadas à valorização salarial, às condições de trabalho e à recomposição de direitos. Entre os pontos defendidos, destacam-se:

  • Ganho real de salário;
  • Fim do banco de horas e do saldo AF;
  • Tabela medida para HETT;
  • Não repasse de custos administrativos da AMS/APA aos trabalhadores;
  • Cumprimento do acordo de PLR 2019;
  • Reposição de efetivo via concursos públicos;
  • Avanços na política de cargos e salários;
  • Acordo específico para paradas de manutenção;
  • Atendimento da pauta do segmento de E&P Offshore.

Nesse eixo, o objetivo é reconquistar direitos perdidos, especialmente durante os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, além de enfrentar processos de terceirização que têm precarizado o trabalho em diversas unidades da companhia.

  1. Pauta por um Brasil Soberano e fortalecimento do Sistema Petrobrás

O terceiro eixo aborda temas estratégicos ligados ao papel da Petrobrás no desenvolvimento nacional. Entre as principais reivindicações, estão:

  • Suspensão imediata dos desimplantes no E&P Offshore e das demissões no E&P Onshore;
  • Mudança na política de contratação de serviços no Sistema Petrobrás;
  • Fortalecimento das unidades e incorporação dos trabalhadores vinculados a subsidiárias e empresas do sistema (PBio, TECAB, Termobahia etc.);
  • Criação de uma comissão para discutir o Planejamento Estratégico da Petrobrás, garantindo transparência e participação das representações dos trabalhadores.

Esse eixo também se relaciona à defesa de um projeto de Transição Energética Justa, Popular e Soberana, com atualização do capítulo de SMS do ACT, conforme proposta das entidades representativas.