Em seu Relatório de Sustentabilidade-2010, a Petrobrás afirma que “ativo intangível” é uma “riqueza que não se vê, mas que se pode sentir”. Diz, ainda, que ele é constituído pelo “capital intelectual”, que se divide em “capital humano, organizacional, de relacionamento e de domínio tecnológico”. Assim, conhecendo a trajetória percorrida pela Companhia, podemos dizer que sem o “capital intelectual” a Petrobrás jamais teria alcançado o patamar em que se encontra. Mas, como a Empresa tem remunerado esse “capital”?

Além dos salários, reconhecidamente defasados, quando comparados a empresas privadas de porte assemelhado, um importante indicador diz respeito à participação nos lucros e resultados obtidos pela Companhia. A legislação referente à PLR estabelece um teto para o montante a ser repassado aos trabalhadores: 25% do valor dos dividendos destinados aos acionistas. Considerando os expressivos resultados alcançados pela Petrobrás nos últimos anos, os trabalhadores reivindicam PLR máxima e de igual valor para todos.

No quadro abaixo, elaborado pela subseção do Dieese – FUP, com base em dados fornecidos pela Companhia, o Boletim “Na Luta” compara a evolução do volume anual de dividendos pagos aos acionistas com o desembolso da PLR paga aos trabalhadores e trabalhadoras, considerando a evolução do efetivo. A conclusão é de que a Petrobrás valoriza bastante o “capital intelectual”… nos discursos!

(em milhões de Reais)

 

Ano

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

Variação 2011/05

Dividendos

8.040

9.490

6.580

9.914

8.335

11.728

12.000

49,25%

PLR

1.005

1.197

1.012

1.345

1.495

1.691

1.560*

55,22%

Efetivo

53.904

62.266

68.931

74.240

76.919

80.492

81.918

51,97%

PLR/ Dividendos

12,50%

12,61%

15,38%

13,57%

17,94%

14,42%

13,00%

 

 

 

(*) Considerado o valor oferecido na penúltima proposta de quitação da PLR-2011