
Previsto para os dias 14 e 15 de maio, o certame ofertará 289 áreas, sendo 123 em terra e o restante no mar. Os blocos escolhidos estão situados em 11 bacias sedimentares, localizadas nas regiões norte e nordeste do País, e no Estado do Espírito Santo. Somente na Bacia Potiguar, que se estende até o vizinho Estado do Ceará, serão oferecidos 30 blocos, sendo 20 em terra e 10 no mar. Desde que os leilões foram instituídos, mais de 75 empresas privadas foram beneficiadas com a concessão de 765 blocos. Metade dessas empresas é constituída de multinacionais que terceirizam atividades, precarizam condições de trabalho e expõem trabalhadores, comunidades e o meio ambiente a riscos constantes.
Recorde – Ao todo, 64 empresas se credenciaram para participar da 11ª Rodada: um número recorde! E, não por acaso, a grande maioria é de empresas estrangeiras, gigantes do setor, tais como Shell, Chevron, Exxon, BP, Total, Statoil, Repsol e Sinopec. Isto, porque, segundo estimativas da própria ANP, acredita-se que os 289 blocos ofertados possam conter, pelo menos, 35 bilhões de barris de óleo in situ.
Se tais avaliações se confirmarem, considerando que a média mundial de recuperação de óleo varia entre 20 e 25%, o volume possível de ser extraído dos blocos da 11ª Rodada deverá ser de, pelo menos, sete bilhões de barris. O equivalente à quase metade das reservas brasileiras atualmente reconhecidas (14,5 trilhões), com um valor estimado em R$ 1,4 trilhão!

Inconstitucional – Para diversos especialistas, os leilões de petróleo são inconstitucionais, pois a Carta Magna é clara ao afirmar que as jazidas de petróleo e gás pertencem a todos os brasileiros. Os governos, portanto, não têm o direito de transferir essa imensa riqueza para empresas transnacionais, à revelia da vontade popular. E, nesse sentido, causa profunda estranheza que a presidenta Dilma retome uma prática que representa um verdadeiro atentado à soberania do país e do povo.