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CAMPANHA REIVINDICATÓRIA

Conselho defende rejeição da contraproposta e preparação da greve

Petroleiros deverão intensificar as mobilizações em todo o país na justa luta pelo atendimento das suas reivindicações

02 de November de 2011 às 22:17

Em reunião realizada nesta quarta-feira (02), no Rio de Janeiro, o Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) reafirmou o indicativo de greve por tempo indeterminado a partir do dia 16 de novembro e o prazo até o dia 10 para conclusão do processo de negociação com a Petrobras e suas subsidiárias.

Formado pela direção da FUP e representantes de seus sindicatos filiados, o Conselho Deliberativo também indicou a rejeição da contraproposta apresentada pela empresa no dia 31, bem como a aprovação da greve por tempo indeterminado, com parada e controle da produção, e defendeu a necessidade de fortalecer as mobilizações da categoria petroleira na justa luta pelo atendimento das suas reivindicações, com a realização de assembléias em todo o país.

No Rio Grande do Norte, o SINDIPETRO realiza assembleias nesta quinta-feira (03), no início do expediente nas sedes administrativas de Natal e na Base-34, em Mossoró, bem como nos locais de embarque para avaliar os encaminhamentos do Conselho Deliberativo e o rumo da campanha salarial. Os petroleiros das bases remotas da UO-RNCE, bem como dos Estados do Espírito Santo e Bahia, que reivindicam o fim do regime administrativo no Campo e a adoção do regime de sobreaviso e/ou turno ininterrupto de revezamento, paralisarão as atividades por 24h.

"A categoria está preparada e convicta de que, se a Petrobras continuar a resistir em avançar nos principais pontos de reivindicação dos trabalhadores, a greve será o único caminho para garantir as conquistas", ressalta o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, Márcio Dias.

Uma nova reunião do Conselho Deliberativo está marcada para o próximo dia 11 de novembro, quando será feita uma avaliação do processo de negociação com a Petrobras e o quadro de mobilização, que continua aberto, com a FUP buscando uma nova contraproposta, e definir a data da greve, se a empresa não atender os principais eixos da campanha reivindicatória.

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