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Corte de gastos implica redução de R$ 18 bi na receita, diz Barbosa

15 de February de 2011 às 16:25

O corte de R$ 50 bilhões nos gastos do governo federal significa, “a grosso modo, uma redução da receita líquida em R$ 18 bilhões e mais R$ 32 bilhões para ajudar o cumprimento da meta de superávit primário integral, mais elevada do que a prevista pelo Congresso”, disse há pouco o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

Segundo ele, o contingenciamento anunciado semana passada, e ainda em detalhamento sobre qual a redução de despesas de cada ministério, não pode ser interpretado como uma reavaliação da política fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Barbosa demonstrou preocupação com análises que têm sido feitas, de que o corte de R$ 50 bilhões seria a anuência do governo Dilma Rousseff de que houve descontrole fiscal no governo Lula. Em audiência convocada pela bancada do DEM na Câmara dos Deputados, para falar sobre o salário mínimo, Barbosa justificou:

“Não acho que a política fiscal anterior, da qual fui um dos mentores, foi inflacionária ou incorreta. Foi uma política adequada que permitiu a queda dos juros e do endividamento” do setor público, disse aos parlamentares.

Junto com o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, Barbosa disse à bancada de oposição ao governo que, “em termos macroeconômicos, o corte de R$ 50 bilhões representa uma moderação dos gastos”. O que não impedirá que a receita bruta tenha um crescimento nominal de 13,8%, e de 9,5% nas despesas sobre 2010.

A meta de economia global do setor público consolidado para o pagamento de juros da dívida pública está fixada em R$ 117,9 bilhões para 2011.

A respeito do salário mínimo, que o Palácio do Planalto fechou questão em R$ 545 e cuja Medida Provisória deve ser votada amanhã na Câmara, Barbosa defendeu a continuidade da política de reajuste pelo PIB dos dois anos anteriores mais a inflação do ano anterior, para os próximos quatro anos.

O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto, considerou positivo o debate com o governo, mas lembrou que seu partido defende o aumento do mínimo para R$ 560, “para que o trabalhador tenha algum ganho real este ano, já que o governo só prevê a reposição da inflação.”

À tarde, Barbosa volta a participar de novos debates com parlamentares, assim como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que falará na Comissão Geral da Câmara sobre o salário mínimo.

Valor Online

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