Nesse sentido, o anúncio da presidente da Petrobrás sobre a possibilidade de venda do Polo Bahia Terra surpreendeu e chocou a todos aqueles que apostaram nesse projeto. Uma das primeiras medidas do ministro Alexandre Silveira (MME) foi a suspenção de todo e qualquer processo de venda de ativos da companhia para reavaliação da nova composição da Diretoria Executiva e Conselho, prestes a assumir. E essa reavaliação não apontou para a venda dos campos terrestres remanescentes da Petrobrás, quais sejam Polo Bahia Terra e Urucu.
Ao contrário, há dois meses a companhia anunciou investimentos de R$ 16 bilhões no Polo Bahia Terra nos próximos cinco anos. E celebramos, em maio passado, o primeiro poço dessa retomada, que prevê mais de 100 poços no período, o 7-TQ-240D-BA, no campo de Taquipe, após seis anos sem perfurar. (https://rosangelabuzanelli.com.br/petrobras-retoma-perfuracoes-no-estado-baiano-com-expectativa-de-abrir-mais-de-100-pocos-nos-proximos-cinco-anos/).
A produção atual do Polo Bahia Terra é de 12.100 boe e a perspectiva é de incremento significativo dessa produção.
A importância estratégica do Polo Bahia Terra para a Petrobrás e o Brasil é inquestionável, seja sob a ótica da diversificação do portfólio, pela retenção de nossa expertise nos campos terrestres, seja pela arrecadação para estados e municípios e qualidade dos empregos gerados, que incrementam a economia local. Sem falar da questão histórica e simbólica que a Bahia representa enquanto berço da produção de petróleo no Brasil e da criação da Petrobrás.
Desde que assumi o mandato no Conselho de Administração reitero que a lucratividade do pré-sal, por ser uma província petrolífera excepcional, não pode ser gabarito para aprovação de projetos na Petrobrás.
Vencemos gigantescos obstáculos ao longo de nossa trajetória petroleira, dos ideológicos aos tecnológicos, mas hoje o maior desafio que enfrentamos é o conceitual: enxergar, pensar e planejar a Petrobrás enquanto um Sistema.
A Petrobrás não é do tamanho do pré-sal, a Petrobrás é do tamanho do Brasil.
#Privatizar faz mal ao Brasil.

Fonte: www.rosangelabuzanelli.com.br