Prestes a ter que encarar o terceiro dia de paralisação, a direção da ABDM, empresa que presta serviços à Petrobrás em Guamaré e Alto do Rodrigues, decidiu pagar os salários e o plano de saúde dos trabalhadores, que estavam em atraso. Com isso, a greve iniciada em 21 de julho foi suspensa, e as atividades profissionais foram retomadas.
Os trabalhadores, no entanto, advertem: se até seis de agosto, as demais exigências do movimento não forem atendidas, haverá nova paralisação, a partir do dia nove. Os funcionários reivindicam a solução de diversas pendências, que revelam a absoluta falta de seriedade e ética com que a ABDM vem executando seus contratos. (Veja no Box, ao lado).
Solidariedade – Durante a Assembléia que deflagrou o movimento na ABDM, vários trabalhadores da Petrobrás manifestaram sua solidariedade e se mostraram profundamente indignados com as atitudes da terceirizada. Também causa estranheza o fato de o setor de contratos da Companhia sequer pressionar pela solução dos problemas. Para uma empresa que é considerada uma das maiores do mundo e que pretende manter uma imagem institucional progressista, a situação é profundamente contraditória.
Veja o que os trabalhadores da ABDM reivindicam…
. Pagamento dos salários relativos ao mês de julho;
. Regularização do Plano de Saúde, com garantia de abrangência mínima para os Estados do RN e CE;
. Ressarcimento dos custos decorrentes do pagamento de consultas e outros procedimentos médicos, devido à inadimplência da Empresa com o Plano de Saúde;
. Regularização do FGTS;
. Garantia de que a empresa pagará as verbas trabalhistas do contrato que se encerra no mês de setembro;
. Ressarcimento dos prejuízos decorrentes do pagamento de juros e correção monetária, em virtude dos empréstimos consignados não pagos pela empresa, bem como, do atraso no pagamento das parcelas vencidas devidas ao banco;
. Comprovação de repasse ao banco dos valores das parcelas referentes aos empréstimos consignados indevidamente apropriados pela empresa;
. Correção dos contracheques dos trabalhadores e trabalhadoras que executam suas atividades no Pólo Guamaré;
. Correção do salário de funcionária em licença gestante, cujo pagamento não incluiu os 30% de periculosidade;
. Melhoria da alimentação e das condições em que são servidas aos trabalhadores;
. Regularização das férias, cuja comunicação deverá ser feita com antecedência mínima de 30 dias e pagamento efetuado até dois dias antes do início do gozo.