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Pelegos não passarão!

Greve: gestores serão denunciados por pagamento ilegal de horas extras

01 de November de 2015 às 12:40

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Foto: Bira

Em tempos de redução de custos, a Petrobrás prefere gastar fortunas com o pagamento ilegal de horas extras para os pelegos do que negociar com os sindicatos um acordo de cumprimento da Lei de Greve. A empresa, não só desdenhou da categoria, como também do Ministério Público do Trabalho, faltando à audiência convocada, o que é um desrespeito à lei.

A FUP e seus sindicatos deixaram claro que não admitirão que a Petrobrás ocupe as unidades com equipes de contingência para tentar boicotar a greve da categoria. A orientação é que, se isso ocorrer, os sindicatos ingressem com ações na justiça, responsabilizando a empresas e os gestores por improbidade administrativa.

Os gastos milionários da Petrobrás com o pagamento de horas extras para os pelegos já estão na mira do Ministério Público. “Diante da denúncia trazida nesta reunião pelos dirigentes sindicais de que há uma prática sistemática de pagamento de verdadeiras fortunas em horas extras a grupos de trabalhadores privilegiados, com investigação já em curso pela Polícia Federal com relação às atividades da empresa na Bacia de Campos, este tema será levado para a próxima reunião da CONAP (Coordenadoria Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Administração Pública) para fins de ser tomado o encaminhamento no sentido de se iniciar uma investigação por parte do Ministério Público do Trabalho”, destacou o procurador, na ata da última audiência realizada no dia 29.

Outras ações antissindicais da Petrobrás também foram denunciadas pela FUP e por seus sindicatos, como os interditos proibitórios, mais uma ilegalidade amplamente utilizada pela empresa, com a conivência do judiciário, que impôs multas absurdas aos sindicatos nas últimas greves. Essas e outras arbitrariedades estarão na mira do Ministério Público do Trabalho, como impedir que os dirigentes sindicais entrem nas unidades, cortar as comunicações durante a greve, manter trabalhadores em cárcere privado, entre outras práticas antissindicais.

A FUP orienta os petroleiros que registrem e denunciem qualquer tentativa da Petrobrás de impedir o legítimo direito de greve.

Fonte: FUP

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