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Grito dos Excluídos em Natal acontece nesta terça-feira, 6 de setembro

Já em Mossoró, "Grito" será nesta quarta-feira, 7/09, ao lado do Ginásio Poliesportivo Pedro Ciarllini, às 7h

05 de September de 2011 às 16:07

Com o lema “Pela vida, grita a terra... Por direitos, todos nós!”, a 17ª edição do grito que acontece neste ano aponta para a participação popular em defesa do meio ambiente com respeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Foi o que ressaltou Ari Alberti, da coordenação nacional do Grito, ao expor que em 25 estados este e outros temas serão debatidos.

Em Natal, o Grito dos Excluídos acontece nesta terça-feira, dia 6 de setembro. A manifestação acontecerá em Mãe Luiza, sob a responsabilidade do Padre Robério,  Coordenador do Setor Social da Arquidiocese de Natal.

A concentração terá início às 15h00  na Rua Tuiuti, próximo ao Mercado de Petrópolis, de onde sairá em caminhada em direção ao bairro de Mãe Luiza. Será uma Via Sacra com as várias estações, sendo que nesse caso, em cada estação teremos o grito de um grupo de excluídos: Grito dos idosos, Grito dos dependentes químicos, etc.

Já em Mossoró o movimento será nesta quarta-feira, 7 de setembro, ao lado do Ginásio Poliesportivo Pedro Ciarllini, às 7h da manhã.

Um dos temas mais enfatizados no evento, que acontece em todo o país entre terça e quarta-feira, 6 e 7 de setembro, é o novo código florestal que tramita no Congresso Nacional. Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales (SP), se posicionou dizendo que este é um tema de enorme responsabilidade que se coloca aos brasileiros. Ele afirmou que necessário dar uma atenção especial para a Amazônia, cuja floresta deve ser preservada em 80%.

Alertou ainda que é necessário chegar a um código florestal exequível, que não criminalize os pequenos agricultores. Para tanto, é preciso superar os radicalismos para se chegar, com lucidez e equilíbrio, a compatibilizar os objetivos da proteção ao meio ambiente com os objetivos da agricultura.

Reforma agrária

O membro da coordenação nacional do MST, Gilmar Mauro, ressaltou a importância da participação dos movimentos sociais na organização do Grito dos Excluídos. Para ele, o tema deste ano é um tema que apela para a realização da reforma agrária. Em um mundo hegemonizado pela lógica do capital, que transforma tudo em mercadoria, o Grito aponta um novo horizonte, onde os trabalhadores estejam incluídos, com soberania e justiça social.

Projeto popular X projeto capitalista

O Grito dos/as Excluídos/as surgiu no Brasil no ano de 1994 e o 1° Grito foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, que era "A Fraternidade e os/as Excluídos/as".

O evento defende um projeto popular de sociedade como alternativa ao modelo atual (projeto capitalista). Para isso, estimula os movimentos sociais e populares a assumirem o protagonismo na construção de alternativas que tragam a eles esperança e perspectivas de vida para as comunidades locais; promover a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia; denunciar todas as formas de injustiça que, em nosso país, causam a destruição e a precarização da vida do povo e do planeta.

Fonte: Vermelho com acréscimos da Redação

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