Em assembléias realizadas no período de 17 a 20 de janeiro, trabalhadores do Pólo Guamaré e das Plataformas Marítimas da Petrobrás no RN decidiram fixar um prazo de 30 dias para que as Gerências do Ativo Mar, da Unidade de Tratamento e Processamento de Fluidos – UTPF e da Refinaria Clara Camarão – RPCC respondam aos itens constantes das pautas de reivindicações encaminhadas pelo Sindicato.
Os pleitos foram apresentados nos meses de novembro e dezembro, e não têm merecido a devida atenção por parte dos gestores. Se até 20 de fevereiro as pautas não tiverem sido respondidas, ou se as respostas não forem consideradas satisfatórias, os trabalhadores darão início a um calendário de mobilizações, que começará com sucessivos atrasos de embarque, passará pela suspensão da emissão de PT´s, e poderá culminar com a realização de uma paralisação geral de advertência.
Pautas – Apesar de serem pautas distintas, muitas reivindicações envolvem temas de interesse comum, justificando a unidade de ação entre trabalhadores de áreas ou unidades diferentes. É o caso, por exemplo, da situação dos alojamentos em Guamaré, que afeta trabalhadores da UTPF e da RPCC. O número de dormitórios é insuficiente e boa parte dos alojamentos existentes não atende às exigências da Norma Regulamentadora nº. 24, que trata de condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho.
Outro pleito de interesse comum diz respeito às escalas. Tanto nas Plataformas quanto no Pólo, a insatisfação fica por conta dos parâmetros que estão sendo utilizados para a apuração da freqüência, cuja conseqüência é a geração de pontuação negativa na computação do saldo de folgas. O procedimento também repercute no pagamento de horas extras e na previsibilidade de embarques, afetando a vida familiar e social do trabalhador.