Reativar a Comissão de Estudo de Efetivos. Esta foi a proposta encaminhada pelo SINDIPETRO-RN à Gerência Geral da UO-RNCE, em reunião realizada na última quinta-feira, 6 de setembro. O encontro veio em consequência das mobilizações realizadas nos últimos dias pelos trabalhadores das áreas de campo. A proposta do Sindicato chega como forma de tentar exercer maior controle sobre as mudanças de regime repentinas e pouco convincentes que os trabalhadores mais antigos, lotados no Regime de Turno, têm sofrido. Os gerentes argumentam que precisam “oxigenar” as unidades com jovens trabalhadores, mas, para a diretoria do Sindicato, o verdadeiro motivo é o “corte de custos a qualquer custo”.
A conversa entre sindicalistas e gerentes chegou a ficar mais áspera quando foi mencionada a mobilização realizada no último dia 5, no Campo de Riacho da Forquilha, que contou com a participação de cerca de duzentos trabalhadores. Os gerentes criticaram o fechamento do portão destinado ao acesso de veículos, mas os diretores do Sindicato lembraram que os demais portões, para ingresso de pedestres, permaneceram abertos, e questionaram se e é justo que os funcionários sejam assediados por um gerente sem sensibilidade para exercer seu papel. “A resposta dos trabalhadores – resumiram os sindicalistas, foi e sempre será a luta e a mobilização!”. O Gerente Geral, Luís Ferradans, prometeu analisar os pleitos e as denúncias levadas pelo Sindicato, das quais disse não ter conhecimento.
O SINDIPETRO-RN entende que a boa gestão deve procurar otimizar a produção e reduzir custos desnecessários. No entanto, também considera que a empresa é feita pelos trabalhadores, e eles têm o direito de serem respeitados e valorizados, o que não vem acontecendo. Em várias unidades, a imposição do Regime Administrativo de Campo tem sido utilizada como punição a qualquer um que discorde de métodos autoritários. A imposição unilateral de mudanças acarreta transtornos psicológicos e danos financeiros. Há casos de trabalhadores que estão na iminência de se aposentar e que chegaram a perder metade do salário.