Ação por assédio moral e por não pagamento de hora extra, movida pelo técnico de operação sênior, Jaime de Carvalho Costa, contra a Petrobras, teve continuidade nesta manhã de terça-feira (03) no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região em Mossoró. A Juíza do Trabalho Substituta da Segunda vara, Dra. Nágiala Nogueira Gomes deu prosseguimento ao inquérito que investiga as acusações em discurso, ouvindo as testemunhas do caso e a defesa dos advogados de ambas as partes. 

De acordo com informações relatadas por Jaime, as exposições de assédio moral iniciaram após as ações dos trabalhadores por causa do não pagamento de hora-extra pela Petrobras em chamadas fora da escala, “trabalhávamos no esquema 14 por 21, muitas vezes a empresa nos convocava em caráter excepcional na folga para retomar o trabalho ou realizar cursos, mas no fim do mês os valores dessas horas não eram pagas”, disse ele. A Petrobras então remanejou os trabalhadores para funções administrativas na Base – 34, o que causou o isolamento dos mesmos, pois trabalhavam na função que foram nomeados . Jaime ainda acrescenta que a Petrobras ofereceu a oportunidade de voltar à posição de origem, porém, a locação seria no Amazonas (Manaus/Urucu), onde o mesmo retornaria ao regime que mantinha a mais de 30 anos no RN. Vale salientar que a função hoje no RN é executada por trabalhadores terceirizados que atuam num regime acima do escalado, chegando a 26 dias de trabalho no mês em alguns casos, o que é ilegal. A decisão de morar no Amazonas culminaria na transferência da família e na segregação, devido à locação da nova função.

Devido a perseguições inferidas quando trabalhava na administração, Jaime desenvolveu  problemas de saúde que segundo os laudos médicos é o mesmo pode ter contraído uma depressão.Em defesa dos trabalhadores, o Diretor e o Secretário Geral do SINDIPETRO – RN, Pedro Idalino e Marcio Dias, deporão como testemunhas do caso e afirmarão as denuncias de assédio moral na empresa.  

O caso agora será analisado pela juíza em breve marcará novas audiências para sentenciar o caso. A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO – RN continuará acompanhando caso para que a justiça seja feita.