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Mossoró

No quinto dia de greve, aumenta o número de adesões na Base 34

Trabalhadores reafirmam disposição de permanecerem parados por melhorias no Acordo

21 de October de 2013 às 10:19

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Foto: Deivson Mendes

Adesão superior a 80%. Este é o panorama da greve na Base 34, sede administrativa da Petrobrás, em Mossoró, na manhã desta segunda-feira, 21. O percentual representa crescimento em relação aos números alcançados nos primeiros dias do movimento. Apenas alguns supervisores de contrato estão tentando furar a greve, desrespeitando o “trancaço”.

Durante a assembleia realizada em frente ao principal portão de acesso à unidade, os trabalhadores reafirmaram a disposição de permanecerem parados, em busca de melhorias no Acordo Coletivo. Dentre as reivindicações, a instituição de um "Fundo Garantidor" para proteger os trabalhadores terceirizados de possíveis calotes de empresas contratadas é uma das mais reclamadas.

O movimento também exige o cancelamento do leilão do Campo de Libra, marcado pela Agência Nacional de Petróleo – ANP – para hoje à tarde, no Rio de Janeiro, e o arquivamento do PL 4330, que tramita na Câmara Federal e escancara a terceirização no País.

No último sábado, 19, a Petrobrás encaminhou documento à Federação Única dos Petroleiros – FUP, informando que a Gerência de Recursos Humanos apresentará uma nova proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2013-2015. A reunião será realizada nesta segunda-feira, 21, às 11h00, no Rio de Janeiro. No Rio Grande do Norte, a greve segue forte em todas as bases, com elevação do percentual de adesão em todas as áreas.

Calote – No setor privado, trabalhadores da ETX já estão no 11º dia de greve cobrando o pagamento de salários em atraso. O movimento já paralisou 6 das 9 sondas que a empresa mantêm no Estado. Segundo o diretor do SINDIPETRO-RN para o Setor Privado, Assunção, cerca de 200 trabalhadores estão parados e que a empresa já está sendo notificada pela Petrobrás por Tempo Não Faturado - TNF. O diretor também denuncia que a ETX está contratando novos funcionários para trabalhar durante a greve o que é ilegal. “Já estamos acionando o Ministério Publico", informou Assunção.

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