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Novaenergia converterá lixo plástico em petróleo

11 de July de 2011 às 10:43

Em breve o lixo plástico que demora dezenas de anos para se decompor terá grande utilidade. Pelo menos esta é a aposta da Wastech, empresa baiana especializada em tratamento de resíduos, que está criando uma companhia chamada Novaenergia para reaproveitar o lixo plástico e transformá-lo em petróleo. Em parceria com a RJCP – empresa de investimentos em capital de risco que será sócia minoritária – o projeto prevê a construção de 20 fábricas no país no período de cinco anos, sendo investidos R$ 540 milhões para dar fim produtivo ao resíduo.

Da quantia estipulada, R$ 54 milhões virão de acionistas, R$ 105 milhões em dívida (incluindo linhas de Finame e do BNDES e crédito do fornecer) e cerca de R$ 350 milhões de geração própria de caixa. A Wastech está a cinco anos apurando o projeto e pretende reciclar 230 mil toneladas de plásticos por ano, para alcançar a produção de 224 milhões de litros de petróleo no mesmo período. Desta forma, o óleo será refinado e vendido em forma de nafta, combustível e diesel. A tecnologia da transformação de plástico em petróleo foi desenvolvida pela empresa americana Agilyx – fornecedora da Novaenergia - que estudou durante 12 anos o processo, realizando o trabalho de pesquisa, e somente a um ano e meio colocou uma planta comercialmente, embarcando petróleo para ser refinado diariamente e fabricado em plástico.

A pretensão é construir a primeira fábrica em Salvador, que será capaz de processar 450 toneladas de lixo por dia, correspondente a um sexto da produção total de resíduos diários na cidade. Entretanto, o presidente da Wastech e da Novaenergia, Luciano Coimbra, acredita que mudanças poderão ocorrer.  “Como a nossa base é aqui na Bahia, até mesmo pela proximidade, a intenção é iniciarmos em Salvador. Mas é possível que seja feita primeiro no interior de São Paulo. O que tenho de concreto é que ambas as cidades terão nossas instalações”, afirmando que demais unidades também serão exploradas como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Para Luciano Coimbra o desafio de gerar petróleo através do lixo plástico será útil para desafogar os aterros, e principalmente, para despertar a conscientização da população. “A nossa contribuição vem de estabelecer um processo que seja comercialmente válido com recursos próprios e que represente a redução do volume de plástico que será aterrado em 45% no mínimo, podendo chegar a 80%. Se todos acompanharem este ritmo que nós estamos tentando empreender, a população terá menos lixo aterrado no futuro e possuirá mais uma fonte de geração de petróleo”, afirma o presidente da Novaenergia.

Fonte: NN

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