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"O caixa da Petrobras tem custos", diz Gabrielli

29 de July de 2011 às 12:15

Essa foi a resposta dada pelo presidente da estatal, José Gabrielli, aos fornecedores que contestam decisão de suspender recursos para financiar compras. A Petrobras suspendeu os repasses de recursos próprios para fornecedores nacionais de máquinas e equipamentos, mas o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, anunciou que o desenvolvimento do Plano de Negócios 2011-2015 não ocorrerá em prejuízo da meta de 65% de conteúdo local. Além de considerar tal objetivo possível o executivo contestou as críticas de empregados à decisão, incluída no rol de medidas destinadas a aumentar a rentabilidade da estatal. Gabrielli revelou ontem que a companhia estimulará a formação de joint ventures entre fornecedores nacionais e estrangeiros, para assegurar a competitividade internacional às firmas brasileiras.

Até este ano, a Petrobras antecipava recursos do próprio caixa para os fornecedores nacionais necessitados de capital de giro para concluir os empreendimentos da companhia. A partir de agora, minimizou Gabrielli, os recursos serão financiados só pelos bancos credenciados no projeto Progredir, criado pela Petrobras com objetivo de auxiliar os fornecedores, especialmente os nacionais e de pequeno porte. Diferentemente da antecipação direta de recursos pela estatal, o programa prevê a cobrança de juros sobre os recursos finaciados pelas instituições financeiras. Em compensação, o presidente da Petrobras afirmou que as empresas poderão usar o contrato com a estatal como garantia de empréstimos.

Para a indústria, no entanto, as taxas de juros cobradas dos bancos do Brasil, por si só, já eliminaram a competitividade nacional em relção aos concorrentes estrangeiros, que tem acesso a crédito mais bararto no exterior. "Dizer que a Petrobras está transferindo sua perda de rentabilidade para os fornecedores, com as medidas previstas pelo Plano de Negócios, é um equívoco", contestou Gabrielli. "O caixa da Petrobras não é de graça". 

A suspensão dos repasses diretos de recursos da Petorbrás para fornecedores faz parte da lista de medidas destinadas a otimizar o caixa da companhia, juntamente com a decisão de vender ativos da estatal espalhados pelo mundo, no valor de USD 13,6 bilhões. O presidente da empresa confirmou que o rol de ativos vendáveis inclui " participações em mais de 300 empresas", além de fatias dos blocos exploratórios detidos pela Petrobras não apenas no Brasil, mas também no exterior.  

Fonte: Brasil Econômico

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