A possibilidade de pagamento de um bônus aos gerentes, supervisores, coordenadores, consultores e outros cargos de confiança da Petrobrás tem irritado profundamente os trabalhadores. No ano passado, somando-se a parcela paga a título de PLR ao famigerado bônus, esses segmentos, que já recebem salários diferenciados, obtiveram o equivalente a 2,56 remunerações.
Enquanto isso, diferentemente do que tem sido anunciado pela Empresa, a proposta de quitação da PLR-2010, recentemente apresentada aos trabalhadores, torna as distorções existentes ainda maiores, elevando em até sete vezes a diferença entre o menor e o maior valor a ser pago.
Assim, se os trabalhadores têm clareza de que os valores oferecidos a título de PLR são insuficientes, mais convencidos estão de que o bônus é um instrumento imoral; um mecanismo de cooptação ideológica, utilizado por uma casta que estimula a divisão da classe trabalhadora, a fim de colocar seus interesses pessoais e de grupo acima do interesse coletivo.